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Marca líder no mercado de irrigação no Brasil, a Valley manteve o bom desempenho junto aos clientes que investiram em suas tecnologias, especialmente pivots, ao longo dos últimos 18 meses. É o que demonstra a mais recente pesquisa de satisfação realizada pela Valmont, entre os meses de agosto e setembro deste ano, com a participação de quase 150 clientes de vários estados do país.
Nela, os produtos Valley obtiveram um alto grau de satisfação: mais de 95% dos clientes afirmaram que suas expectativas foram atendidas ao adquirir um sistema de irrigação Valley. Durante a pesquisa, os clientes puderam avaliar diversos atributos dos produtos da marca Valley, incluindo aspectos relativos à venda e ao pós- venda. Dentre os aspectos de venda avaliados, destaque para itens como a qualidade de vendedores e técnicos, projeto, projetista, confiabilidade do técnico e qualidade do produto, que foram avaliados com mais de 90% de satisfação pelos clientes.
No quesito pós-venda, a marca também obteve um alto grau de satisfação. O grande destaque nesta avaliação foi em relação à facilidade de manutenção e operação dos equipamentos, que apresentou um índice de satisfação de 97%. “A empresa utiliza as pesquisas de satisfação para aprimorar seus produtos e serviços. Além dos funcionários da Valmont, os revendedores Valley também participam constantemente de treinamentos onde os resultados obtidos são apresentados e discutidos. A Valmont acredita que ouvir os clientes é fundamental para reforçar sua liderança de mercado”, explica o diretor presidente da Valmont, Marcelo Borges Lopes.
Liderança tecnológica
Atenta às necessidades dos produtores rurais brasileiros, a Valmont investe na melhoria contínua dos produtos e serviços Valley, com foco na tecnologia e na inovação. Ao longo dos últimos anos, a empresa tem procurado demonstrar a diferença que a tecnologia pode proporcionar na vida e nos negócios de cada um destes empresários rurais. Os números comprovam que não há investimento melhor do que um produto Valley, uma vez que a irrigação atua como um seguro para as culturas, diminuindo o risco de perdas por problemas climáticos. O investimento dos produtores rurais com sementes, fertilizantes, defensivos, máquinas e terras é muito grande. Por isso, além de otimizar o uso de água e energia elétrica, os sistemas de irrigação Valley ajudam a proteger tais investimentos. A aplicação precisa de água e químicos ajudam a manter a uniformidade da cultura no campo, assegurando seu rendimento e aumentando a produtividade. “Apesar da qualidade dos produtos e serviços Valley terem a aprovação de nossos clientes, queremos reforçar o conceito de que não basta que os produtos atendam as exigências do produtor. É preciso que o produtor rural tenha consciência de como essa tecnologia impacta no aumento da produção, na otimização dos recursos e do tempo na atividade, tornando-o mais eficiente e competitivo. Queremos ampliar a percepção do custo/benefício dos nossos produtos”, afirma Marcelo Borges Lopes. Os resultados desta pesquisa serão utilizados para a avaliação da Satisfação de Clientes no Programa de Desenvolvimento dos Revendedores Valley e servirá como um indicador dos pontos a serem trabalhados em 2012.
Nos próximos dias 31 de novembro e 1º de dezembro, a Valmont, empresa líder no mercado de irrigação, marca presença no 10º Seminário sobre Produtividade e Redução de Custos na Agroindústria Canavieira, que será realizado pelo Grupo IDEA, no Centro de Convenções de Ribeirão Preto/SP, no interior paulista.
O Engenheiro Agrícola da Valmont, Marcus Schmidt, representará a empresa durante o Seminário, que irá apresentar várias soluções para facilitar o desenvolvimento do plano de ação auxiliando os gestores a definir os caminhos mais adequados a tomar.
Dentre as tecnologias que serão apresentadas pela Valmont durante o evento, destacam-se os pivots da marca Valley, o VIP (Valley Irrigação de Precisão), equipamento que garante a aplicação precisa da água em diferentes partes da área irrigada, maximizando a produção com menor consumo de água e energia e, ainda, o software Base Station2-SM, que permite o monitoramento e controle de equipamentos como pivots e estações remotas (bombas, auxiliares diversos) a partir de uma estação Base, via computador e rádio resultando em menor necessidade de deslocamentos no campo e melhor aproveitamento da tarife verde de energia elétrica. “Com o atual cenário, o Brasil precisa produzir muito mais cana-de-açúcar para atender às demandas de etanol, açúcar e energia. A irrigação é uma importante ferramenta neste contexto, pois possibilita um aumento na produtividade, diminuindo a abertura de áreas de expansão”, explica Schmidt.
Mais informações e inscrições sobre o Seminário no site: www.ideonline.com.br.Telefone: (16) 3514-0631 | 3211-4770 E-mail: eventos@ideaonline.com.br.
Eng. Agrônomo Wulf Schmidt
D.S. ESALQ-USP
Gerente da Irriger para África
wulf@irriger.com.br
Quimigação, por definição, é a aplicação de produtos químicos via água de irrigação. Trata-se de uma importante técnica, ainda muito pouco utilizada pelos produtores irrigantes, que deixam de aproveitar dos vários benefícios operacionais, econômicos e ambientais proporcionados.
Neste artigo vamos apresentar um panorama geral sobre a quimigação, chamando atenção para importantes aspectos relacionados a fatos, mitos e dicas relacionados à mesma.
Na própria definição começamos a quebrar mitos em relação aos sistemas comerciais de barras acopladas aos pivôs centrais como a Pivobarra®, Notliada® e o Accupulse®, que são equivocadamente chamados de quimigação, mas eles não aplicam via água, estes apenas utilizam o pivô como suporte físico.
Mito: fertigação ou fertirrigação é diferente de quimigação. Em verdade, a fertigação ou fertirrigação, é a aplicação de fertilizantes via água de irrigação, que é um produto químico e portanto está inserido na quimigação, assim como fungigação (para fungicidas), herbigação (para herbicidas), insetigação (para inseticidas), e assim por diante.
Dois princípios físicos distintos e importantes regem a quimigação sendo um para fertilizantes e outro para pesticidas.
Para a aplicação de fertilizantes, os mesmos precisam ter como principais características: serem líquidos ou hidrosolúveis (solúveis em água); ter alta solubilidade e estabilidade; não formar precipitados; serem compatíveis com outros produtos, entre outros. Neste caso, no momento da injeção da “calda” buscamos formar uma solução no interior da tubulação.
A solubilidade de um fertilizante sólido é medida em gramas por litro a uma dada temperatura (geralmente 25°), mas cabe lembrar com relação aos adubos nitrogenados, que estes apresentam reação endotérmica quando dissolvidos em água, ou seja vão “gelando”, deste modo a solubilidade vai diminuindo. Um exemplo é a ureia que tem solubilidade nominal de 750 g/L a 25°C, e na prática não é possível solubilizar acima de 500 g/L em função da queda na temperatura.
Dica prática: no caso de mistura de fertilizantes, ex. potássio (K) e Nitrogênio (N), dissolva o nitrogenado por último.
Dica prática: se sua bomba injetora não tiver capacidade de injetar 100kg ureia/ha de uma vez, divida a aplicação em maior número de vezes (5-6 vezes), a quimigação permite isso de forma economicamente viável e sem “amassar” a cultura. Há vários trabalhos mostrando melhor aproveitamento do nitrogênio pela cultura com o maior parcelamento e menores perdas. FATO!
Quadro: Perdas por amassamento de cultura com entrada de maquinária
| CULTURA | % PERDAS |
| SOJA | 3 |
| MILHO | 3-5 |
| FEIJÃO | 5-8 (até 12 na florada) |
| TRIGO | 5-8 |
| TOMATE | 10-15 |
| BATATA | 10-15 |
Fonte: EMBRAPA; IAPAR; IAC,etc.
Mito: a aplicação de adubos diminui a vida útil do pivô! Isto ocorre apenas quando não se respeita a solubilidade e o adubo não é totalmente dissolvido, neste caso, o adubo sólido entra na tubulação agindo como areia, “lixando” a galvanização interna e expondo o aço à corrosão química que pode vir até da própria água (alto teor matéria orgânica p.exemplo).
O outro princípio físico refere-se à aplicação de pesticidas. Neste caso o que buscamos é a formação de uma emulsão no interior da tubulação, e para que esta se forme os produtos a serem injetados precisam ter simultaneamente as seguintes características: baixa solubilidade em água com alta estabilidade; alta solubilidade solventes orgânicos (lipofílico); não corrosivos.
Estas características limitam os produtos a serem quimigados, e exigem do técnico responsável um maior conhecimento sobre os produtos principalmente quanto às suas propriedades físico-químicas (FATO!). Mesmo assim há produtos suficientes disponíveis no mercado para conduzir lavouras de feijão, milho, trigo, tomate, batata, algodão, para citar algumas, praticamente sem a entrada de pulverizador. FATO!
Vantagens da quimigação: (i) uniformidade de aplicação, não há como sobrepor barra ou pular rua, desde que a uniformidade de distribuição de água esteja correta FATO!, (ii) ativação e incorporação: herbicidas como as acetanilidas necessitam de umidade no solo para agir e outros, como a trifluralina, precisam de incorporação, ambas necessidades serão atendidas pela água de irrigação no momento da aplicação FATO!, (iii) menor compactação de solo, menor trânsito de pulverizador FATO!, (iv) menor dano a cultura (quadro) FATO!, (v) maior “janela” de aplicação; permite aplicação noturna (maior susceptibilidade de algumas pragas) ou logo após uma chuva p.ex., aplicação no momento certo! FATO!, (vi) redução na necessidade de equipamentos de pulverização FATO!, (vii) possível redução no número de aplicações: se aplico na hora certa e no momento de maior susceptibilidade significa maior eficiência! FATO!; (viii) maior segurança ao operador (pelo menor número de recargas e nível de exposição) e ao ambiente (menor deriva) FATO! e (ix) menor custo de aplicação (veja quadro) FATO!.
Quadro: Custos comparativos da quimigação versus convencional por hectare para um pivô de 101ha (US$/ha) com altura manométrica de recalque de 60m e eficiência de 65% (considerada baixa).
| Pivô | Energia | Motobomba | US$ 1,11/ha |
| Motoredutores | US$ 0,08/ha | ||
| Água | US$ 0,19/ha | ||
| Depreciação | US$ 0,80/ha | ||
| TOTAL Quimigação | US$ 2,18/ha | ||
| Trator + Pulverizador – TOTAL | US$ 6,47/ha | ||
Como limitação a técnica apresenta os seguintes aspectos: (i) conhecimento técnico específico pelo responsável FATO!, (ii) nem sempre no momento de se aplicar, a irrigação é necessária, principalmente em área de irrigação suplementar FATO!, (iii) investimento adicional em equipamentos de segurança e na bomba dosadora injetora e (iv) não é qualquer produto que pode ser aplicado. FATO!
Para que se mantenha a emulsão estável ao longo da tubulação, é preciso cuidar alguns detalhes como: a velocidade da água no ponto de injeção deve ser no mínimo de 1,5 m/s (comum na maioria dos projetos); esta velocidade proverá a energia cinética necessária a fracionar (50 a 70mm) e manter as gotículas em emulsão até o final. Se as gotas forem maiores, elas coalescerão, formando um sobrenadante (óleo na água) que sairá nos primeiros vãos causando desuniformidade na aplicação.
Outro ponto importante, é a posição do ponto de injeção. No Brasil o mais comum é tangenciando o tubo, o que é ERRADO, o correto é no meio do tubo preferencialmente à jusante (veja Figura), afinal o rio corre mais rápido no meio que na margem!.
Mito: os produtos são lavados pela água! Não, se tiverem as características mencionadas. A superfície da folha é cera e portanto com maior afinidade ao óleo dos produtos que são imediatamente absorvidos, além do que, sob o cone d’água do pivô há um microclima que favoresce que favorece a absorção. Outro FATO! importante é que o único método de aplicação que consegue atingir o baixeiro é via pivô, quem já precisou controlar Cercospora em milho e ou Spodoptera em algodão sabe disso.
Definitivamente, a quimigação enquanto tecnologia de aplicação precisa entrar no cálculo da viabilidade economica de um sistema de irrigação via pivô. Porém é fundamental que se diga que, se o pivô não estiver adequadamente calibrado e aferido, com boa distribuição, a chance de insucesso é muito grande. FATO!
Para fechar a discussão é importante ter claro que uma boa quimigação só é possível dentro de um programa de gestão da irrigação, pois neste caso o controle rigoroso da água aplicada permite o controle efetivo da aplicação dos produtos quimigação. Se a água já deve ser aplicada na dose certa em com excelente distribuição imagine a mesma com os importantes elementos químicos de fertilização ou de controle de doenças e pragas?
Neste sentido a IRRIGER® desenvolve um processo de conscientização entre seus mais de 200 clientes para ampliar o uso das técnicas de quimigação nos mais de 100.000 ha de áreas irrigadas por ela gerenciado no Brasil e no Sudão, pois a existência de um sistema de gestão completo da irrigação é um diferencial importante do ponto de vista de aplicação eficiente e segura da quimigação.
Alguns modelos de bombas dosadoras, e uma imagem do que é a dispersão de produtos no interior da tubulação no momento da injeção.
Distribuição desejada no interior da tubulação |
Bomba Hidráulica |
Bomba injetora eletromagnetica, alta precisão |
Bomba Elétrica, membrana ou pistão |
Bomba dosadora duplo pistão |
Apesar da cultura da cana ser amplamente cultivada sem irrigação ou com irrigação de salvamento no Brasil, há uma grande expansão de áreas de produção irrigada de cana de açúcar em função de um mercado de álcool e açúcar em forte expansão, associado aos avanços da indústria de equipamentos.
Com a implantação de áreas de produção de cana de açúcar no centro-norte brasileiro, sobretudo na região do cerrado, a cultura passou a ficar exposta a maiores níveis de déficit hídrico ao longo do ano, principalmente em função da ocorrência de maiores temperaturas durante o inverno, maior insolação, solos com menor capacidade de retenção hídrica e períodos de estiagem mais prolongados. Este novo contexto de solo e clima, propiciou um aumento de resposta da cultura ao uso da irrigação. No entanto, como a cultura apresenta grande tolerância ao déficit hídrico, o grande desafio é saber qual o nível de stress hídrico admissível que ainda garanta altas produtividades. Esta análise é de fundamental importância, pois as áreas de produção de cana são de grande extensão, o que torna os projetos de irrigação um investimento de alto custo de implantação, grande consumo de energia e enorme disponibilidade de água.
Para utilização viável da irrigação em cana é preciso compreender o conceito de “agricultura irrigada”. Quando se trabalha com irrigação de forma tecnificada, é preciso extrapolar o critério superficial de que uso da irrigação é para cultura de “sequeiro mais água”, ou seja, mantendo-se os mesmos parâmetros técnicos como: variedade, estande, adubação, potencial produtivo, etc. A agricultura irrigada estabelece um novo patamar tecnológico, havendo significativo incremento no potencial produtivo. Dessa forma, deve-se desenvolver novos critérios técnicos para usufruir este aporte tecnológico que garante à cultura maiores níveis produtivos e qualitativos. Isto foi verificado para várias outras culturas comerciais irrigadas, que aumentaram e continuam aumentando a perspectiva de produtividade em função do uso de novos parâmetros técnicos que aprimoram a resposta ao uso da irrigação.
Benefícios da irrigação na cultura da cana de açúcar
Entre os principais benefícios propiciados pela irrigação de cana, podem ser citados:
- Aumento da produtividade.
- Ampliação da longevidade do plantio.
- Redução da área plantada (redução nos custos do plantio e de manutenção).
- Diminuição da infra-estrutura (estradas e outras infra-estruturas, equipe técnica e de campo).
- Estabilização e planejamento da produtividade (diminui a variabilidade da produção).
- Menor custo de colheita e transporte (menores áreas, talhões mais produtivos, menores distâncias).
- Sinergia com uso da fertirrigação.
- Utilização racional da vinhaça.
Concepções de uso da irrigação na cultura da cana de açúcar
Há, basicamente, três diferentes concepções de projetos para irrigação de cana de açúcar, que poderão ser implantados de acordo com a disponibilidade hídrica, nível tecnológico e exposição ao déficit hídrico local:
1) Irrigação de salvamento: Consiste em aplicar lâmina de 40 a 80 mm após cada corte anual, com intuito de “salvar” a soca. Concepção de irrigação mais difundida e utilizada, sobretudo devido ao menor requerimento de água, menor custo e simplicidade de critério de decisão. Este tipo de irrigação, em regiões do cerrado é de fundamental importância para a viabilidade econômica da cana-de-açúcar. Os equipamentos que melhor se adéquam a esta estratégia de irrigação são tipo alto propelido e pivôs centrais ou sistemas lineares rebocáveis.
2) Irrigação com déficit: Consiste em aplicar lâminas acumuladas de 200 a 400 mm/ano. Neste caso, faz-se necessário realizar estudo climático da região, para, baseado no balanço-hídrico, definir estratégia de decisão de irrigação. Para implantar esta estratégia de produção, é fundamental realizar estudo prévio da viabilidade de projetos de irrigação, tipo de sistemas, autonomia de lâmina diária, custo da energia elétrica, elevação de produtividade e longevidade esperados. Os equipamentos que melhor se adéquam a esta estratégia de irrigação são do tipo pivôs centrais ou sistemas lineares fixos e rebocáveis.
3) Irrigação plena ou total: Consiste em aplicar lâminas acumuladas de acima de 500 mm/ano. Esta concepção de irrigação tem sido viável apenas para regiões semi-áridas, que apresentam déficit hídrico elevado, não sendo suficiente a utilização de irrigação por déficit. Neste caso, é fundamental a disponibilidade de água e a realização de estudo climático da região, para, baseado no balanço-hídrico, definir estratégia de decisão de irrigação. Para implantar esta estratégia de produção, é fundamental realizar estudo prévio da viabilidade de projetos de irrigação, tipo de sistemas, autonomia de lâmina diária, custo da energia elétrica, elevação de produtividade e longevidade esperados. Os equipamentos que melhor se adéquam a esta estratégia de irrigação são tipo pivôs centrais fixos ou gotejamento enterrado.
O uso viável da irrigação de cana passa de forma inexorável pelo desenvolvimento de projeto com forte embasamento técnico e implantação de um sistema de gerenciamento de irrigação que possibilite a decisão técnica da lâmina de irrigação, assim como o controle do custo de água e energia. Somente com estes preceitos, é possível implantar um projeto de cana irrigada, com viabilidade econômica, social e ambiental. O primeiro passo é a realização de estudo de balanço hídrico desenvolvido de forma específica para o solo e clima da região, avaliando os níveis de redução de evapotranspiração da cultura que acontecerão para cada data de plantio, de acordo com a estratégia de irrigação definida.
O sistema Irriger de Gerenciamento de Irrigação para a cultura de cana de açúcar
O sistema Irriger de gerenciamento de irrigação, com base em vários testes de campo e áreas comerciais monitoradas em diversos estados brasileiros, tem recomendado como estratégia de irrigação de cana para o cerrado, a irrigação com déficit hídrico monitorado. Nesta estratégia, o projeto de irrigação é implantado a partir do estudo do requerimento de irrigação que propiciará redução de 25 a 35% da evapotranspiração potencial da cultura (ETpc). Ou seja, a cultura será conduzida, através de monitoramento do balanço hídrico diário, cruzado com balanço de água no solo, a se desenvolver com déficit hídrico controlado de modo a economizar água e energia, garantindo altos níveis de produtividade. Para tanto, é necessário implantação de um programa de gerenciamento de irrigação, incluindo: estudo físico-hídrico do solo, adequação de eficiência de operação dos equipamentos, monitoramento climático e configuração do uso de água da cultura. As informações são reunidas em um software de balanço hídrico, que realiza o cálculo do déficit hídrico diário, dando referência técnica para a decisão da irrigação de cada talhão.
Considerações Finais
Em estudos desenvolvidos pela Irriger direcionados para o estado de Goiás, Bahia e Maranhão, projetos de irrigação com autonomia diária de 3 mm/dia aplicam de 250 a 350 mm por ano, dependendo da demanda climática, solo e data de plantio. Neste contexto, o custo anual da irrigação, incluindo custo de implantação, energia, operação e depreciação se aproxima de 20 toneladas/ha/ano. O incremento de produtividade pode superar 40 toneladas/ha/ano, com elevação da longevidade do canavial para mais de 08 anos.
Há muito que se conhecer a respeito do potencial de uso da tecnologia de irrigação para a cultura da cana de açúcar. O desenvolvimento de novos parâmetros técnicos que potencializem a resposta de irrigação, incluindo o desenvolvimento de novas variedades e fertirrigação, serão de grande importância para consolidar projetos viáveis. O uso da irrigação na cultura da cana terá importância cada vez maior, sobretudo em áreas de maior déficit hídrico, promovendo aumento da produtividade e rentabilidade por área. Cabe aos investidores buscar assessoramento para estruturar projetos calcados em parâmetros técnicos, seguidos de implantação de sistema de gerenciamento de irrigação que proporcione altos níveis de produtividade e uso racional de água e energia, garantido viabilidade econômica e ambiental às áreas de produção.
| Hiran Medeiros Moreira
Eng. Agrônomo M.Sc. Irrigação Diretor Irriger |
Você investiria R$1,5 milhão de reais para plantar 100 ha de batata sabendo que a lâmina do pivô responsável pela irrigação é muito desuniforme, falta pressão e consequentemente água em sua extremidade, a autonomia de lâmina do equipamento não será suficiente para suprir a demanda da cultura exatamente na fase mais crítica da mesma e todas as aplicações de fertilizantes e defensivos que forem feitas com este pivô gerarão excesso em algumas partes e déficit em outras, aumentando ainda mais a pressão dos patógenos? Muito provavelmente sua resposta foi: De jeito nenhum! Mas é exatamente isto que grande parte dos irrigantes do país têm feito, investindo milhões de reais em áreas irrigadas sem levar em conta a situação do equipamento no qual todo o retorno desse investimento está amarrado. Embora esta seja uma situação que se aproxima da irracionalidade, este é o cenário que encontramos em todas as regiões irrigantes do país, e não só em sistemas de aspersão, os gotejamentos também estão sendo sucateados, levando diversos produtores a saírem da atividade por falta de retorno, não sendo difícil encontrar situações de maiores produtividades na agricultura de sequeiro em detrimento a irrigada, um contra censo que só o mau uso do sistema pode explicar.
Qual a importância de calibrar meus equipamentos?
O ponto principal que deve ser levado em conta é a produtividade da cultura. Qualquer desequilíbrio na distribuição de água será refletido em produtividade e o valor desse prejuízo será infinitamente maior que o custo de manutenção deste equipamento. Se pensarmos que 30% da área não esteja recebendo a lâmina média, e esta é uma situação comum, em um pivô de 100 hectares de feijão, por exemplo, estamos falando em R$75.000,00 de investimento expostos a risco. Quando pensamos em produtividade, este número pode ser ainda maior.
Além da produtividade, existem prejuízos de difícil mensuração, mas que podem gerar valores muito elevados, como é o caso de fertilizantes e defensivos aplicados via água de irrigação. No caso de equipamentos descalibrados, toda a aplicação é colocada em xeque, podendo gerar perdas do produto aplicado e ainda aumentar os problemas fitossanitários, o que demandaria ainda mais aplicações.
Toda vez que o irrigante trabalha com equipamentos de baixa uniformidade, há aplicação de mais água do que a cultura necessitaria como forma de contornar essa desuniformidade, ou seja, para suprir os pontos que aplicam menos água, joga-se excesso nos pontos que estão dentro do esperado. Isto causa, além da elevação do custo de produção, já que se gasta mais energia do que o necessário, problemas de lixiviação de nutrientes em determinadas regiões da área irrigada podendo, inclusive, causar contaminação das águas subterrâneas.
Quais são os problemas mais freqüentes?
Analisando dados dos mais de 1100 pivôs monitorados por nossa equipe podemos destacar as seguintes situações:
- Falta de pressão no sistema: Principalmente em equipamentos mais antigos, onde já houve desgaste desde os rotores da bomba até os aspersores/gotejadores, passando pelas válvulas reguladoras de pressão e tubulações do sistema.
-Sobra de pressão no sistema: Situação encontrada normalmente em equipamentos novos, onde, ou por erro no levantamento planialtimétrico ou pela chamada “folga de projeto” o conjunto trabalha com mais pressão do que seria necessário para seu bom funcionamento, a custa de um consumo energético desnecessário que dói apenas no bolso do irrigante.
-Erros na listagem de bocais: Este é o problema mais comum, e ocorre ou por erro de projeto/redimensionamento, ou por desorganização ou “curiosidade” do pessoal da fazenda que, na ânsia de resolver tudo, acaba não se preocupando com a seqüência correta dos bocais. Tal erro pode gerar além de desuniformidade na aplicação, falta ou excesso de pressão no sistema, já que são os bocais os responsáveis pela vazão maior ou menor do equipamento.
- Desgaste no conjunto motobomba: Problemas com desgaste de rotores, buchas e anéis são muito comuns e a causa principal disto é, basicamente, a falta de manutenção preventiva. Recomenda-se uma revisão nas bombas a cada 3 anos, o que raramente ocorre no “mundo real”.
-Baixa autonomia de Lâmina: Muitos projetos não atendem a demanda hídrica das culturas nos meses mais críticos. Projetos mais antigos e aqueles muito “econômicos” são os mais suscetíveis a essa situação. O cliente aperta o vendedor que, para concretizar a venda, aperta o projeto, reduzindo sua lâmina. Felizmente os vendedores e, principalmente os produtores, estão começando a se atentar a isto.
Como saber se tenho problemas?
Os equipamentos e principalmente as culturas estão freqüentemente nos dando alguns sinais, mas antes de percebermos isto, é importante fazermos uma análise de alguns pontos. Se não reviso meu sistema motobomba há mais de 3 anos, é provável que já tenha algum indício de problema. Se meus kits de aspersão já têm mais de 5000 horas de uso, sua eficiência já não é confiável. Se não faço uma limpeza do gotejo há mais de 1 ano, está na hora de me preocupar. Portanto, se já foi detectado algum destes deslizes, é imprescindível fazer um diagnóstico do equipamento o quanto antes.
Voltando aos sinais que os equipamentos e culturas nos dão, temos uma situação típica que é o mau desenvolvimento da cultura no ponto mais alto do terreno em contrapartida a um alto vigor na região mais baixa. Este é um sintoma típico de falta de pressão no sistema, que pode ter origem tanto no desgaste das válvulas reguladoras, como no desgaste dos rotores das bombas além de um mau dimensionamento do sistema. Em pivôs que possuem canhão na extremidade, esta é uma situação comum, já que a maioria destes canhões não possui regulador de pressão e liberam mais água na parte baixa, podendo algumas vezes até “desarmar” o motor, devido ao grande aumento de vazão que consome mais energia do que o motor pode oferecer.
Os famosos anéis (Figura 1), também são sinais gritantes da má distribuição de lâmina. Neste caso formam-se círculos no sentido do perímetro do pivô, onde a cultura se desenvolve menos ou mais do que o restante da área, mostrando que naquele ponto a aplicação de água está sendo deficitária ou em excesso em relação à lâmina média aplicada.
Figura 1: Formação de “Anéis” na fase inicial do milho.
Embora estes sinais sejam fáceis de serem percebidos, quando eles ocorrem, já geraram prejuízos. Portanto o ideal é que se contrate uma equipe especializada, para checar o equipamento anualmente.
CUC de 85% é bom?
Este é o conceito que muitos Irrigantes e até mesmo Técnicos têm, mas antes de condenar ou aprovar um equipamento por este número, precisamos entender o que é CUC e como ele é calculado. CUC é a sigla para Coeficiente de Uniformidade de Christiansen, e é uma das formas de avaliação da uniformidade da aplicação de água. A forma de cálculo é basicamente um desvio padrão da média, que nos indica qual a percentagem de área está recendo a lâmina média ou maior, ou seja, dentro dos 85% de área que recebem, pelo menos, a lâmina média, poderão estar ocorrendo diversos pontos de excesso e nos 15% restantes poderão estar havendo severos déficits. Para corrigir está distorção, é importante verificarmos não só o valor do CUC, mas também a distribuição de lâmina ao longo do raio do Pivô ou das linhas de gotejo, podendo assim detectar alguma fonte pontual de erro. O Gráfico 1 ilustra bem uma situação onde o valor não corresponde à realidade. O valor do CUC está em 87,6% porém verificamos diversas regiões com problemas tanto de excesso (círculos azuis) quanto de déficit (círculos vermelhos), e que devem ser corrigidos pontualmente, sob a pena de causarem grandes perdas na cultura. Neste caso, uma análise simples do valor do CUC, induziria um analista desatendo a um grande erro.
Gráfico 1 – Distribuição da lâmina ao longo do raio de um Pivô Central.
O que fazer para garantir a qualidade da Irrigação?
A primeira atitude a se tomar é acabar com as “Gambiarras” dos equipamentos. Hoje temos no Brasil o que há de melhor em tecnologia de irrigação, são milhares de cálculos até se conseguir um aspersor eficiente ou uma válvula reguladora que realmente cumpra sua função. Tentar “melhorar” o sistema com um arame, retirando o “miolo” das válvulas ou ainda substituindo os defletores por parafusos certamente não lhe trará grandes lucros. A Figura 2 mostra algumas destas “obras-primas” da engenharia e caso alguma lhe seja familiar, é hora de revisar seus equipamentos.
Figura 2: “Gambiarras”: um mal desnecessário.
Outro ponto importante, e que é de responsabilidade da fazenda, é garantir que não haja entupimentos durante a aplicação. Em algumas áreas onde a captação é feita diretamente no curso de água, águas com altos teores de Ferro ou Cálcio e ainda adutoras muito antigas, o desentupimento deve se tornar uma rotina e, embora haja muita resistência do pessoal de campo, tenha certeza que é imprescindível. Apenas uma conta rápida: um “anel” na última torre de um pivô de 100 ha, corresponde a aproximadamente 0,6 ha, se pensarmos que estamos plantando feijão, e que na área do “anel” produziremos apenas a metade, para uma produtividade de 50 sc/ha, o prejuízo seria da ordem de R$2.200,00, ou seja, quase dois meses de salário de um funcionário em apenas um “anel”.
Felizmente, em todas as regiões irrigadas do país, os produtores têm acesso a empresas especializadas em engenharia de irrigação. Em média, o mercado tem R$3,50/metro linear do raio irrigado para se fazer um diagnóstico completo, seguido do redimensionamento. Em um pivô de 100 hectares o custo desse serviço ficaria em torno de R$2.000,00. Caso fosse necessária a troca do kit de aspersão (Válvulas, corpo do aspersor, aspersor e defletores) o custo ficaria em torno de R$5.500,00. Resumindo, com R$ 75,00/ha se evitariam grandes transtornos, tornando o investimento na cultura algo muito mais seguro. Escolha uma empresa com experiência e, principalmente, referência na região, pois apesar de ser um serviço relativamente barato, exige muita responsabilidade e competência de quem o executa.
Figura 3 – Lâmina com uniformidade de 92%, uma meta que pode ser alcançada.
Embora o início do artigo tenha tido um ar de agressividade para com os irrigantes, na verdade não são eles os únicos responsáveis pela triste situação atual dos equipamentos de nosso País. Grande parte da culpa está em nós, Técnicos ligados à irrigação, que muitas vezes esperam os produtores detectarem algo que não é de sua alçada para, a partir daí, buscar a solução, ou seja, falta pró-atividade de muitos profissionais em apontar os problemas e mostrar, com números, que é altamente viável a manutenção periódica dos equipamentos. Hoje, com mais de 1100 pivôs diagnosticados e aproximadamente 1000 redimensionados, temos a certeza de que, quando os números aparecem, os irrigantes são os primeiros a buscar uma resolução rápida para seus problemas. Produtor, busque números, se convença das necessidades e seja muito mais eficiente e lucrativo em sua atividade, no final, o grande beneficiado será você.
André Luis Piovan Boncompani
Engenheiro Agrônomo
Gerente Irriger – Triângulo/São Paulo
Entre os dias 28 e 29 de setembro, a Valmont, empresa líder no mercado de irrigação no Brasil, estará presente em um dos mais importantes eventos internacionais sobre Biocombustíveis, o World Biofuels Markets Brazil 2011, que será realizado em São Paulo/SP.
Com foco em avanços tecnológicos, inovação, financiamentos e investimentos e na cultura de parcerias em Biocombustíveis da primeira e da segunda geração, o evento apresentará as oportunidades e os desafios que os Biocombustíveis Avançados trazem para o país; a primeira geração de Biocombustíveis e as matérias-primas que abrirão uma nova janela de oportunidades para a produção de energia sustentável.
O congresso reunirá toda a cadeia de valor do Brasil, dos Estados Unidos e da União Europeia e, incluirá, empresas produtoras, refinadoras, provedores de tecnologia, financeiras, distribuidoras, grandes produtoras de petróleo e representantes do governo.
Promover a manutenção periódica dos equipamentos de irrigação é item básico para aumentar a vida útil destas tecnologias. O período para realizar a manutenção varia, mas geralmente, esta deve ser efetuada nos períodos que antecedem a chuva ou logo após os períodos chuvosos, sempre antes de períodos secos ou veranicos extemporâneos.
Além de identificar o momento ideal para fazer a manutenção das peças do sistema de irrigação, é de fundamental importância que o irrigante recorra à assistência autorizada, para que esta avalie a necessidade de substituição de determinadas peças. O representante do Departamento Comercial da Valmont, Vinícius Melo, explica que assim como um carro ou um trator, determinados componentes do equipamento de irrigação mecanizada devem ser avaliados ou substituídos em função do desgaste. “Por exemplo, com 15.000 Km rodados ou 6 meses de uso, é necessário trocar o óleo do carro, trocar as pastilhas de freio, etc.
No caso do PIVOT CENTRAL, assim como os tratores, o medida que utilizamos para aferir o uso é o número de horas trabalhadas e o trabalho durante as safras”, comenta. Entre os itens que merecem atenção em um universo de mais de cinco mil peças estão: rótulas das juntas flexíveis, aperto de parafusos das torres das unidades motoras, fusíveis, microrruptores e áreas de esforço como tirantes e mangotes.
RÓTULAS são peças de amortecimento, sendo de desgaste programado, feitas para se “sacrificarem” a fim de preservar EIXOS e COROAS das UNIDADES MOTORAS. Devem ser substituídas sempre que for observado algum sinal de imperfeição na estrutura original, assim como as CASTANHAS componentes da JUNTA FLEXÍVEL. PARAFUSOS e TIRANTES sempre devem ser checados quanto ao aperto, pois como são componentes estruturais, sofrem grande esforço. FUSÍVEIS, sempre devem ser trocados quando estão queimados, checando primeiramente a causa deste dano. MICRORRUPTORES devem ser conferidos a cada safra, testando a flexibilidade das molas e avaliando o alinhamento do equipamento. Os MANGOTES podem ressecar, principalmente, se o equipamento ficar muito tempo sem uso. Outros itens com vida útil programada são os REGULADORES DE PRESSÃO e ASPERSORES, que devem ser aferidos e redimensionados a cada 5.000 horas ou a cada cinco anos. O sistema de captação do equipamento deve sempre ser observado, pois se os CONJUNTOS DE MOTOBOMBAS e VÁLVULAS não apresentarem um correto funcionamento, uma série de problemas podem ser desencadeados, como: falta de pressão, aumento do consumo de energia, aplicação de água desuniforme, etc.
No caso dos pivots e demais tecnologias da marca Valley, a Valmont conta com uma rede de distribuidores aptos à efetuar serviços de manutenção em todo o Brasil. Para atender adequadamente aos irrigantes, a Valmont desenvolve um programa de treinamento para capacitação dos colaboradores de suas revendas. Durante diversos períodos do ano, são realizados inúmeros níveis de cursos, tanto para a área de projetos quanto para a área de assistência técnica, onde os participantes são treinados e avaliados, podendo ser aprovados ou reprovados nestas capacitações. “Um agricultor investe milhões em um plantio de uma safra, gasta alguns milhares de reais na compra de máquinas, equipamentos e contratação de mão-de-obra e consultorias, e muitas vezes não tem a cultura de que prevenir é melhor do que remediar. A manutenção preventiva deve ser periódica”, salienta Vinícius Melo, representante do Departamento Comercial da Valmont.
A manutenção periódica deve ser um item prioritário na agenda do irrigante. Isso porque, a manutenção dos equipamentos de irrigação pode evitar diversos problemas, como a interrupção da irrigação em períodos cruciais para as culturas; aumento do consumo de energia elétrica; desuniformidade de produção; acidentes e prejuízos com a queda de um equipamento; necessidade de troca de peças de maior valor e até mesmo a perda da lavoura.
A periodicidade da manutenção irá depender da região onde o agricultor está produzindo. De acordo com Vinícius Melo, representante do Departamento Comercial da Valmont, a manutenção deve ser realizada sempre em períodos de entressafra do uso dos equipamentos, ou seja, antes da temporada de uso, ou depois, de forma preventiva para o próximo cultivo.
Ainda segundo ele, outro fator que deve ser considerado é que, no caso da agricultura irrigada, o agricultor consegue maior flexibilidade quanto à indicação da melhor época de plantio (de acordo com a cultura), a qual deverá ser uma decisão econômica face às oscilações do preço de mercado do produto. Desta forma, a manutenção do equipamento deve ser programada em função do tipo de cultivo a ser implantado. “Neste país continental que é o Brasil, temos grandes variações, de região para região, de acordo com o regime chuvoso. Reitero que utilizamos os equipamentos para irrigação em épocas que não ocorrem chuvas, portanto, a manutenção deve ser feita em épocas em que o equipamento está sem uso”, explica o representante da Valmont.
Apesar da necessidade da manutenção ser constante, ela pode variar em função do uso do equipamento. Ou seja, se o equipamento é muito usado, faz-se necessária maior manutenção. Vinícius explica que, na região Sul do país, por exemplo, os equipamentos são utilizados praticamente metade do tempo do que o utilizado no restante do país. Portanto, enquanto um equipamento de Minas Gerais atinge 5.000 horas em 4,5 ou 5 anos, um equipamento na região sul demora de 8 a 10 anos para atingir estes patamares. Justamente por isso, a manutenção deve ser realizada por safra ou após um longo período sem uso.
No caso dos pivots e demais tecnologias da marca Valley, a Valmont conta com uma rede de distribuidores aptos a efetuar serviços de manutenção em todo o Brasil. Para atender adequadamente aos irrigantes, a Valmont desenvolve um programa de treinamento para capacitação dos colaboradores de suas revendas. Durante diversos períodos do ano, são realizados inúmeros níveis de cursos, tanto para a área de projetos quanto para a área de assistência técnica, onde os participantes são treinados e avaliados, podendo ser aprovados ou reprovados nestas capacitações. “Um agricultor investe milhões em um plantio de uma safra, gasta alguns milhares de reais na compra de máquinas, equipamentos e contratação de mão-de-obra e consultorias, e muitas vezes não tem a cultura de que prevenir é melhor do que remediar. A manutenção preventiva deve ser periódica”, salienta Vinícius Melo, representante do Departamento Comercial da Valmont.
Um dos mais novos produtos disponibilizados pela Valmont no Brasil para a gestão otimizada da irrigação das lavouras, o software Valley BaseStation2, é exemplo da liderança tecnológica da empresa no setor.
O software permite monitorar e controlar equipamentos de irrigação, pivôs e estações remotas (bombas, auxiliares diversos, etc.) a partir de uma estação base via computador e rádio, como se o controlador estivesse no campo. Ou seja, os comandos e operações que normalmente seriam feitos do painel central localizado no campo, podem agora ser realizados do escritório ou residência, transmitidos via rádio.
O Valley BaseStation2 otimiza o trabalho na propriedade de forma significativa, uma vez que reduz o número de viagens ao campo para verificação e acionamento de equipamentos. A utilização do software também garante maior agilidade na supervisão da irrigação e economia na conta de energia elétrica.
A Valmont vem aperfeiçoando sua liderança tecnológica através da melhoria contínua dos sistemas de aplicação de água, além de fornecer suporte e treinamento aos produtores para que a gestão da irrigação se torne cada vez mais prática e simples. “Graças aos frequentes investimentos em novas metodologias e tecnologias é possível desenvolver produtos e serviços que atendam às necessidades do produtor. Além da BaseStation2, outra novidade da empresa é o dispositivo VRI (Valley Irrigação de Precisão), recém lançado nos Estados Unidos, e que tem por objetivo fazer com que o emissor emita água na quantidade ideal após um monitoramento do campo”, explica o Engenheiro Agrícola da Valmont / Valley, Carlos Augusto Ferreira.
Atualmente, os aspersores dos pivôs de irrigação detêm tecnologia tão avançada que através deles é possível modular até mesmo o tamanho das gotas que sairão dos equipamentos. “Cada aspersor tem uniformidade própria e em cada tipo de cultura é possível ter opções para o melhor padrão de gota, por exemplo. Desde gotas maiores até menores, necessárias no processo de germinação mais delicado. Isso mostra que o pivô está cada vez mais eficiente”, esclarece o engenheiro agrícola.
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Gerenciar a irrigação de qualquer lavoura, em qualquer lugar do país, pode ser considerada uma tarefa fácil para aqueles produtores rurais que utilizam os equipamentos Valley. Graças à liderança tecnológica, a Valmont dispõe de diversos tipos de produtos e serviços oferecidos pela Valley que permitem o aumento da produtividade das lavouras, economia de água e energia e facilidade para o produtor rural.
Dentre estes produtos estão os já reconhecidos painéis de controle Pro2, Select e Standard, que dentre outras funções permitem controlar a lâmina aplicada à lavoura, o movimento do pivot, o momento exato de ligar e desligar o sistema de irrigação, além de auxiliar na fertirrigação.
A grande novidade é o Painel de Controle Touch Pro, que apresenta como grande diferencial a facilidade dos comandos através da tela sensível ao toque. Através da tela do painel é possível acessar todas as suas funções, tornando a programação do painel mais fácil. O uso da programação reduz os deslocamentos até a área e melhoram a eficiência do equipamento.
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