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A irrigação do tomateiro para fins industriais é conduzida basicamente por dois tipos de sistemas, pivô central e gotejamento. Os equipamentos utilizados nesta irrigação são de alta tecnologia, contudo não é realizado trabalho de gestão de irrigação, realizando a decisão de irrigação de forma empírica e conseqüentemente comprometendo a produtividades e a rentabilidade da lavoura. Este comprometimento se dá pela falta de um sistema adequado de decisão de quanto e quando irrigar, que pode propiciar por um lado estresse hídrico pela irrigação deficitária ou problemas fitossanitários pela irrigação em excesso. Também compromete os resultados a falta de acompanhamento periódico da eficiência de aplicação de água do equipamento, a falta de controle do uso e das tarifas de energia elétrica, entre outras.

Na década de 80 e 90 o tomateiro destinado industrialização era produzido principalmente na região Nordeste. Com o passar dos anos essa produção foi se migrando para a região Centro-Oeste. Vários especialistas citam as condições edáfoclimáticas da região Centro-Oeste, onde há solos com topografias favoráveis a mecanização, logística de distribuição, subsídios tarifários, entre outras as vantagens que proporcionarão tal migração. Mas para que essa produção alcançasse sucesso a irrigação foi è uma técnica imprescindível nesse processo.

Se a decisão de irrigação não for decidida de maneira técnica é precisa, as vantagens edafoclimáticos da região podem ser prejudicados, afirma Breno Pereira Lopes, consultor técnico de gerenciamento de irrigação da Irriger.

O pivô central é um equipamento mais versátil, que além do tomate possibilita de maneira mais simplificada o plantio de outras culturas. Contudo os problemas fitossanitários são geralmente maiores devido à irrigação por aspersão.

“Logo após a irrigação vem uma aplicação de defensivos, com isso tenta-se espaçar ao máximo uma irrigação da outra. Nesse caso a análise de solo, do clima e da cultura é muito importante para verificar qual a estratégia mais adequada (intervalo entre irrigações) que deve ser adotada na irrigação via pivô central. Neste contexto a questão fitossanitária passa a ser muito importante e a gestão da irrigação é fundamental para minimizar os problemas e se tornar mais efetivo os tratamentos”, aponta Breno Pereira.

A vantagem principal da irrigação por gotejamento em relação ao pivô central é o fato de aplicar água diretamente no solo, que possibilita o planejamento da irrigação independente da preocupação dos controles fitossanitários preventivos devido ao molhamento foliar. Outras possíveis vantagens são: maior eficiência potencial de aplicação e facilidade da quimigação (aplicação de produtos químicos via água de irrigação). Por outro lado, este é um equipamento mais caro, mais sensível e exige uma condução de forma mais cuidadosa. A condução específica para cada sistema de irrigação é peça chave para o sucesso desse cultivo.

O tomateiro é uma planta sensível ao déficit hídrico e a qualidade da irrigação é essencial para se obter uma produção satisfatória. A concentração de sólidos solúveis é de extrema importância na produção de polpa de tomate, visto que ela influência no rendimento industrial. Vários trabalhos citam que em determinadas fases do tomateiro, déficits hídricos podem favorecer a concentração de sólidos solúveis. Com isso cria-se uma grande dúvida e geralmente existem muitos erros na estratégia de irrigação na tentativa de se acumular sólidos solúveis nos frutos de tomate. Muitas vezes a produtividade de frutos é prejudicada devido ao elevado nível de déficit empregado.

“A IRRIGER atende a inúmeras áreas irrigadas com a cultura do tomate e os resultados dos vários anos de acompanhamento dão muita segurança na nossa prestação de serviço e garantem resultados importantes para os produtores, afirma Breno Pereira, que conclui informando que o excesso de irrigação é um problema para culturas onde a questão fitossanitária seja um gargalo, como é o caso do tomate.

Na fase inicial da cultura, que se inicia no transplante das mudas até o início do período vegetativo a alta freqüência de irrigação se faz necessária para que haja um pleno “pegamento” das mudas. Mas deve se ficar atento aos excessos de irrigação, pois se houver problemas com compactação de solo, fungos como Rhizoctonia solani e Fusarium sp, podem ter suas ações fitopatogênicas acentuadas, resultando em grandes perdas de mudas. O mesmo acontece na fase de florescimento e enchimento de frutos, onde os fungos Sclerotinia sclerotiorum e a Sclerotium rolfsii podem se tornarem um problema muito sério em caso de excesso de água, tanto de irrigação quanto de chuva, informa o Engenheiro Agrônomo Breno, que termina reafirmando a grande importância de um programa profissional de gestão da irrigação, que deve ser ao mesmo tempo técnico e operacional.

A Irriger

A Empresa Irriger, que na região Centro Oeste tem escritórios em Goiânia, Cristalina e Formosa, monitora hoje cerca de 2.500 ha de tomate industrial, concentrados no Altiplano de Brasília (Cristalina e Luziânia) e Sudoeste goiano (Palmeiras de Goiás, Palminópolis, Turvânia, Rio Verde). A empresa atende também outras regiões com é o caso da Região Norte de Minas Gerais através do seu escritório de Jaíba.

O gerenciamento de irrigação envolve avaliação do solo, do clima, da cultura e do sistema de irrigação, instalação de um sistema que realiza um balanço hídrico preciso (decisão diária da necessidade e lâmina de irrigação) e treinamento do pessoal de campo para conduzir os trabalhos, sob a supervisão periódica e atenta do pessoal da empresa. Com isso, evitando-se a falta ou excesso de irrigação, possibilita-se o planejamento das irrigações explorando ao máximo o horário noturno, reduzindo os custos e auxiliando a questão fitossanitária. Todas as informações e ocorrências relacionadas a qualidade do trabalho de campo e da irrigação são registradas em relatórios de visitas e de safra, que permitem a tomada de decisão pelos gestores e pessoal de campo em tempo real.

A Irriger está sempre buscando aprimorar a qualidade da assistência nos 92.000 ha de área contínua de atendimento nas diversas regiões e culturas irrigadas. Com o tomate industrial não seria diferente, informa Breno Pereira. Ele também cita que vários trabalhos foram realizados buscando a relação do déficit hídrico, produção de frutos de tomate e concentração de sólidos solúveis. “Os resultados obtidos permitem concluir que o manejo da irrigação com déficit hídrico na fase de maturação possibilita ganhos em função da concentração de sólidos solúveis, mas devem ser realizados com muito controle, pois o período e a intensidade do déficit podem comprometer os resultados”.

Um déficit moderado e controlado na maturação do tomate auxilia na concentração de sólidos solúveis e não prejudica a produtividade do mesmo. A maximização da concentração de sólidos solúveis com o controle da irrigação é uma possibilidade real e seguro quando no âmbito de uma gestão da irrigação profissional, conclui Breno Pereira.

 

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