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Revendedores das tecnologias Valley e lideranças do setor de irrigação se reuniram durante a tradicional Convenção de Revendedores, promovida pela Valmont, no Tauá Hotel, em Araxá/MG, entre os dias 30 de novembro e 02 de dezembro.

Além dos representantes das revendas  e colaboradores da Valmont, a convenção contou com a participação do Secretário Nacional de Irrigação do Ministério da Integração Nacional, Dr. Ramon Rodrigues; do especialista em Infraestrutura Sênior da Secretaria Nacional de Irrigação, Dr. Donivaldo Pedro Martins; do consultor da Agroconsult, Marcos Rubim; o professor Anderson Mota, da Fundação Dom Cabral e o diretor presidente da Valmont, Marcelo Borges Lopes.

Além da apresentação dos resultados da Pesquisa de Satisfação, promovida recentemente pela Valmont junto aos clientes, durante a convenção também foram colocados em pauta temas sobre o mercado da irrigação, dentre eles: “Como será a Agricultura Irrigada daqui a 5 e 10 anos” e “Como será o agricultor de sucesso dessa década e o que fazer para se preparar”.

A Valmont realiza esta convenção desde 1997, com o objetivo de alinhar ideias, traçar estratégias e buscar aprimorar o atendimento aos clientes.

 

Nos próximos dias 31 de novembro e 1º de dezembro, a Valmont, empresa líder no mercado de irrigação, marca presença no 10º Seminário sobre Produtividade e Redução de Custos na Agroindústria Canavieira, que será realizado pelo Grupo IDEA, no Centro de Convenções de Ribeirão Preto/SP, no interior paulista.

O Engenheiro Agrícola da Valmont, Marcus Schmidt, representará a empresa durante o Seminário, que irá apresentar várias soluções para facilitar o desenvolvimento do plano de ação auxiliando os gestores a definir os caminhos mais adequados a tomar.

Dentre as tecnologias que serão apresentadas pela Valmont durante o evento, destacam-se os pivots da marca Valley, o VIP (Valley Irrigação de Precisão), equipamento que garante a aplicação precisa da água em diferentes partes da área irrigada, maximizando a produção com menor consumo de água e energia e, ainda, o software Base Station2-SM, que permite o monitoramento e controle de equipamentos como pivots e estações remotas (bombas, auxiliares diversos) a partir de uma estação Base, via computador e rádio resultando em menor necessidade de deslocamentos no campo e melhor aproveitamento da tarife verde de energia elétrica. “Com o atual cenário, o Brasil precisa produzir muito mais cana-de-açúcar para atender às demandas de etanol, açúcar e energia. A  irrigação é uma importante ferramenta neste contexto, pois possibilita um aumento na produtividade, diminuindo a abertura de áreas de expansão”, explica Schmidt.

Mais informações e inscrições sobre o Seminário no site: www.ideonline.com.br.Telefone: (16) 3514-0631 | 3211-4770 E-mail: eventos@ideaonline.com.br.

 

A irrigação do tomateiro para fins industriais é conduzida basicamente por dois tipos de sistemas, pivô central e gotejamento. Os equipamentos utilizados nesta irrigação são de alta tecnologia, contudo não é realizado trabalho de gestão de irrigação, realizando a decisão de irrigação de forma empírica e conseqüentemente comprometendo a produtividades e a rentabilidade da lavoura. Este comprometimento se dá pela falta de um sistema adequado de decisão de quanto e quando irrigar, que pode propiciar por um lado estresse hídrico pela irrigação deficitária ou problemas fitossanitários pela irrigação em excesso. Também compromete os resultados a falta de acompanhamento periódico da eficiência de aplicação de água do equipamento, a falta de controle do uso e das tarifas de energia elétrica, entre outras.

Na década de 80 e 90 o tomateiro destinado industrialização era produzido principalmente na região Nordeste. Com o passar dos anos essa produção foi se migrando para a região Centro-Oeste. Vários especialistas citam as condições edáfoclimáticas da região Centro-Oeste, onde há solos com topografias favoráveis a mecanização, logística de distribuição, subsídios tarifários, entre outras as vantagens que proporcionarão tal migração. Mas para que essa produção alcançasse sucesso a irrigação foi è uma técnica imprescindível nesse processo.

Se a decisão de irrigação não for decidida de maneira técnica é precisa, as vantagens edafoclimáticos da região podem ser prejudicados, afirma Breno Pereira Lopes, consultor técnico de gerenciamento de irrigação da Irriger.

O pivô central é um equipamento mais versátil, que além do tomate possibilita de maneira mais simplificada o plantio de outras culturas. Contudo os problemas fitossanitários são geralmente maiores devido à irrigação por aspersão.

“Logo após a irrigação vem uma aplicação de defensivos, com isso tenta-se espaçar ao máximo uma irrigação da outra. Nesse caso a análise de solo, do clima e da cultura é muito importante para verificar qual a estratégia mais adequada (intervalo entre irrigações) que deve ser adotada na irrigação via pivô central. Neste contexto a questão fitossanitária passa a ser muito importante e a gestão da irrigação é fundamental para minimizar os problemas e se tornar mais efetivo os tratamentos”, aponta Breno Pereira.

A vantagem principal da irrigação por gotejamento em relação ao pivô central é o fato de aplicar água diretamente no solo, que possibilita o planejamento da irrigação independente da preocupação dos controles fitossanitários preventivos devido ao molhamento foliar. Outras possíveis vantagens são: maior eficiência potencial de aplicação e facilidade da quimigação (aplicação de produtos químicos via água de irrigação). Por outro lado, este é um equipamento mais caro, mais sensível e exige uma condução de forma mais cuidadosa. A condução específica para cada sistema de irrigação é peça chave para o sucesso desse cultivo.

O tomateiro é uma planta sensível ao déficit hídrico e a qualidade da irrigação é essencial para se obter uma produção satisfatória. A concentração de sólidos solúveis é de extrema importância na produção de polpa de tomate, visto que ela influência no rendimento industrial. Vários trabalhos citam que em determinadas fases do tomateiro, déficits hídricos podem favorecer a concentração de sólidos solúveis. Com isso cria-se uma grande dúvida e geralmente existem muitos erros na estratégia de irrigação na tentativa de se acumular sólidos solúveis nos frutos de tomate. Muitas vezes a produtividade de frutos é prejudicada devido ao elevado nível de déficit empregado.

“A IRRIGER atende a inúmeras áreas irrigadas com a cultura do tomate e os resultados dos vários anos de acompanhamento dão muita segurança na nossa prestação de serviço e garantem resultados importantes para os produtores, afirma Breno Pereira, que conclui informando que o excesso de irrigação é um problema para culturas onde a questão fitossanitária seja um gargalo, como é o caso do tomate.

Na fase inicial da cultura, que se inicia no transplante das mudas até o início do período vegetativo a alta freqüência de irrigação se faz necessária para que haja um pleno “pegamento” das mudas. Mas deve se ficar atento aos excessos de irrigação, pois se houver problemas com compactação de solo, fungos como Rhizoctonia solani e Fusarium sp, podem ter suas ações fitopatogênicas acentuadas, resultando em grandes perdas de mudas. O mesmo acontece na fase de florescimento e enchimento de frutos, onde os fungos Sclerotinia sclerotiorum e a Sclerotium rolfsii podem se tornarem um problema muito sério em caso de excesso de água, tanto de irrigação quanto de chuva, informa o Engenheiro Agrônomo Breno, que termina reafirmando a grande importância de um programa profissional de gestão da irrigação, que deve ser ao mesmo tempo técnico e operacional.

A Irriger

A Empresa Irriger, que na região Centro Oeste tem escritórios em Goiânia, Cristalina e Formosa, monitora hoje cerca de 2.500 ha de tomate industrial, concentrados no Altiplano de Brasília (Cristalina e Luziânia) e Sudoeste goiano (Palmeiras de Goiás, Palminópolis, Turvânia, Rio Verde). A empresa atende também outras regiões com é o caso da Região Norte de Minas Gerais através do seu escritório de Jaíba.

O gerenciamento de irrigação envolve avaliação do solo, do clima, da cultura e do sistema de irrigação, instalação de um sistema que realiza um balanço hídrico preciso (decisão diária da necessidade e lâmina de irrigação) e treinamento do pessoal de campo para conduzir os trabalhos, sob a supervisão periódica e atenta do pessoal da empresa. Com isso, evitando-se a falta ou excesso de irrigação, possibilita-se o planejamento das irrigações explorando ao máximo o horário noturno, reduzindo os custos e auxiliando a questão fitossanitária. Todas as informações e ocorrências relacionadas a qualidade do trabalho de campo e da irrigação são registradas em relatórios de visitas e de safra, que permitem a tomada de decisão pelos gestores e pessoal de campo em tempo real.

A Irriger está sempre buscando aprimorar a qualidade da assistência nos 92.000 ha de área contínua de atendimento nas diversas regiões e culturas irrigadas. Com o tomate industrial não seria diferente, informa Breno Pereira. Ele também cita que vários trabalhos foram realizados buscando a relação do déficit hídrico, produção de frutos de tomate e concentração de sólidos solúveis. “Os resultados obtidos permitem concluir que o manejo da irrigação com déficit hídrico na fase de maturação possibilita ganhos em função da concentração de sólidos solúveis, mas devem ser realizados com muito controle, pois o período e a intensidade do déficit podem comprometer os resultados”.

Um déficit moderado e controlado na maturação do tomate auxilia na concentração de sólidos solúveis e não prejudica a produtividade do mesmo. A maximização da concentração de sólidos solúveis com o controle da irrigação é uma possibilidade real e seguro quando no âmbito de uma gestão da irrigação profissional, conclui Breno Pereira.

 

Eng. Agrônomo Wulf Schmidt

D.S. ESALQ-USP

Gerente da Irriger para África

wulf@irriger.com.br

 

Quimigação, por definição, é a aplicação de produtos químicos via água de irrigação. Trata-se de uma importante técnica, ainda muito pouco utilizada pelos produtores irrigantes, que deixam de aproveitar dos vários benefícios operacionais, econômicos e ambientais proporcionados.

Neste artigo vamos apresentar um panorama geral sobre a quimigação, chamando atenção para importantes aspectos relacionados a fatos, mitos e dicas relacionados à mesma.

Na própria definição começamos a quebrar mitos em relação aos sistemas comerciais de barras acopladas aos pivôs centrais como a Pivobarra®, Notliada® e o Accupulse®, que são equivocadamente chamados de quimigação, mas eles não aplicam via água, estes apenas utilizam o pivô como suporte físico.

Mito: fertigação ou fertirrigação é diferente de quimigação. Em verdade, a fertigação ou fertirrigação, é a aplicação de fertilizantes via água de irrigação, que é um produto químico e portanto está inserido na quimigação, assim como fungigação (para fungicidas), herbigação (para herbicidas), insetigação (para inseticidas), e assim por diante.

Dois princípios físicos distintos e importantes regem a quimigação sendo um para fertilizantes e outro para pesticidas.

Para a aplicação de fertilizantes, os mesmos precisam ter como principais características: serem líquidos ou hidrosolúveis (solúveis em água); ter alta solubilidade e estabilidade; não formar precipitados; serem compatíveis com outros produtos, entre outros. Neste caso, no momento da injeção da “calda” buscamos formar uma solução no interior da tubulação.

A solubilidade de um fertilizante sólido é medida em gramas por litro a uma dada temperatura (geralmente 25°), mas cabe lembrar com relação aos adubos nitrogenados, que estes apresentam reação endotérmica quando dissolvidos em água, ou seja vão “gelando”, deste modo a solubilidade vai diminuindo. Um exemplo é a ureia que tem solubilidade nominal de 750 g/L a 25°C, e na prática não é possível solubilizar acima de 500 g/L em função da queda na temperatura.

Dica prática: no caso de mistura de fertilizantes, ex. potássio (K) e Nitrogênio (N), dissolva o nitrogenado por último.

Dica prática: se sua bomba injetora não tiver capacidade de injetar 100kg ureia/ha de uma vez, divida a aplicação em maior número de vezes (5-6 vezes), a quimigação permite isso de forma economicamente viável e sem “amassar” a cultura. Há vários trabalhos mostrando melhor aproveitamento do nitrogênio pela cultura com o maior parcelamento e menores perdas. FATO!

 

Quadro: Perdas por amassamento de cultura com entrada de maquinária

CULTURA % PERDAS
SOJA 3
MILHO 3-5
FEIJÃO 5-8 (até 12 na florada)
TRIGO 5-8
TOMATE 10-15
BATATA 10-15

Fonte: EMBRAPA; IAPAR; IAC,etc.

 

Mito: a aplicação de adubos diminui a vida útil do pivô! Isto ocorre apenas quando não se respeita a solubilidade e o adubo não é totalmente dissolvido, neste caso, o adubo sólido entra na tubulação agindo como areia, “lixando” a galvanização interna e expondo o aço à corrosão química que pode vir até da própria água (alto teor matéria orgânica p.exemplo).

O outro princípio físico refere-se à aplicação de pesticidas. Neste caso o que buscamos é a formação de uma emulsão no interior da tubulação, e para que esta se forme os produtos a serem injetados precisam ter simultaneamente as seguintes características: baixa solubilidade em água com alta estabilidade; alta solubilidade solventes orgânicos (lipofílico); não corrosivos.

Estas características limitam os produtos a serem quimigados, e exigem do técnico responsável um maior conhecimento sobre os produtos principalmente quanto às suas propriedades físico-químicas (FATO!). Mesmo assim há produtos suficientes disponíveis no mercado para conduzir lavouras de feijão, milho, trigo, tomate, batata, algodão, para citar algumas, praticamente sem a entrada de pulverizador. FATO!

Vantagens da quimigação: (i) uniformidade de aplicação, não há como sobrepor barra ou pular rua, desde que a uniformidade de distribuição de água esteja correta FATO!, (ii) ativação e incorporação: herbicidas como as acetanilidas necessitam de umidade no solo para agir e outros, como a trifluralina, precisam de incorporação, ambas necessidades serão atendidas pela água de irrigação no momento da aplicação FATO!, (iii) menor compactação de solo, menor trânsito de pulverizador FATO!, (iv) menor dano a cultura (quadro) FATO!, (v) maior “janela” de aplicação;  permite aplicação noturna (maior susceptibilidade de algumas pragas) ou logo após uma chuva p.ex., aplicação no momento certo! FATO!, (vi) redução na necessidade de equipamentos de pulverização FATO!, (vii) possível redução no número de aplicações: se aplico na hora certa e no momento de maior susceptibilidade significa maior eficiência! FATO!; (viii) maior segurança ao operador (pelo menor número de recargas e nível de exposição) e ao ambiente (menor deriva) FATO! e (ix) menor custo de aplicação (veja quadro) FATO!.

 

Quadro: Custos comparativos da quimigação versus convencional por hectare para um pivô de 101ha (US$/ha) com altura manométrica de recalque de 60m e eficiência de 65% (considerada baixa).

Pivô Energia Motobomba US$ 1,11/ha
Motoredutores US$ 0,08/ha
Água US$ 0,19/ha
Depreciação US$ 0,80/ha
  TOTAL Quimigação US$ 2,18/ha
Trator + Pulverizador – TOTAL US$ 6,47/ha

 

Como limitação a técnica apresenta os seguintes aspectos: (i) conhecimento técnico específico pelo responsável FATO!, (ii) nem sempre no momento de se aplicar, a irrigação é necessária, principalmente em área de irrigação suplementar FATO!, (iii) investimento adicional em equipamentos de segurança e na bomba dosadora injetora e (iv) não é qualquer produto que pode ser aplicado. FATO!

Para que se mantenha a emulsão estável ao longo da tubulação, é preciso cuidar alguns detalhes como: a velocidade da água no ponto de injeção deve ser no mínimo de 1,5 m/s (comum na maioria dos projetos); esta velocidade proverá a energia cinética necessária a fracionar (50 a 70mm) e manter as gotículas em emulsão até o final. Se as gotas forem maiores, elas coalescerão, formando um sobrenadante (óleo na água) que sairá nos primeiros vãos causando desuniformidade na aplicação.

 


Outro ponto importante, é a posição do ponto de injeção. No Brasil o mais comum é tangenciando o tubo, o que é ERRADO, o correto é no meio do tubo preferencialmente à jusante (veja Figura), afinal o rio corre mais rápido no meio que na margem!.

Mito: os produtos são lavados pela água! Não, se tiverem as características mencionadas. A superfície da folha é cera e portanto com maior afinidade ao óleo dos produtos que são imediatamente absorvidos, além do que, sob o cone d’água do pivô há um microclima que favoresce que favorece a absorção. Outro FATO! importante é que o único método de aplicação que consegue atingir o baixeiro é via pivô, quem já precisou controlar Cercospora em milho e ou Spodoptera em algodão sabe disso.

Definitivamente, a quimigação enquanto tecnologia de aplicação precisa entrar no cálculo da viabilidade economica de um sistema de irrigação via pivô. Porém é fundamental que se diga que, se o pivô não estiver adequadamente calibrado e aferido, com boa distribuição, a chance de insucesso é muito grande. FATO!

Para fechar a discussão é importante ter claro que uma boa quimigação só é possível dentro de um programa de gestão da irrigação, pois neste caso o controle rigoroso da água aplicada permite o controle efetivo da aplicação dos produtos quimigação. Se a água já deve ser aplicada na dose certa em com excelente distribuição imagine a mesma com os importantes elementos químicos de fertilização ou de controle de doenças e pragas?

Neste sentido a IRRIGER® desenvolve um processo de conscientização entre seus mais de 200 clientes para ampliar o uso das técnicas de quimigação nos mais de 100.000 ha de áreas irrigadas por ela gerenciado no Brasil e no Sudão, pois a existência de um sistema de gestão completo da irrigação é um diferencial importante do ponto de vista de aplicação eficiente e segura da quimigação.

 

 

 

Alguns modelos de bombas dosadoras, e uma imagem do que é a dispersão de produtos no interior da tubulação no momento da injeção.

 

Distribuição desejada no interior da tubulação Bomba Hidráulica
Bomba injetora eletromagnetica, alta precisão Bomba Elétrica, membrana ou pistão
Bomba dosadora duplo pistão  

 

 

Os interessados em participar da 21ª edição do CONIRD (Congresso Nacional de Irrigação e Drenagem), que será realizado em Petrolina/PE, entre os dias 20 e 25 de novembro, já podem se inscrever pelo site da ABID (Associação Brasileira de Irrigação e Drenagem), www.abid.org.br. Durante o evento, serão realizadas palestras, oficinas e apresentados trabalhos técnicos e científicos sobre Agrometeorologia, Conservação de água e solo, Drenagem e Qualidade de água para Irrigação, Engenharia de Irrigação, Manejo da Irrigação e Culturas Irrigadas, Quimigação – Fertirrigação e Reuso de Água.

Assim como em anos anteriores, a Valmont estará presente neste que é um dos mais importantes eventos técnicos e científicos do setor de irrigação do Brasil.

Um dos mais novos produtos disponibilizados pela Valmont no Brasil para a gestão otimizada da irrigação das lavouras, o software Valley BaseStation2, está entre as novidades que serão apresentadas em Petrolina, durante o Conird. Exemplo da liderança tecnológica da empresa, o software permite monitorar e controlar equipamentos de irrigação, pivôs e estações remotas (bombas, auxiliares diversos, etc.) a partir de uma estação base via computador e rádio, como se o controlador estivesse no campo. Ou seja, os comandos e operações que normalmente seriam feitos do painel central localizado no campo, podem agora ser realizados do escritório ou residência, transmitidos via rádio.

Além da BaseStation2, outra novidade da empresa é o dispositivo VIP (Valley Irrigação de Precisão), recém lançado nos Estados Unidos, e que tem por objetivo aplicar a quantidade ideal de água em cada área do campo de acordo com a variabilidade dos solos.

 

Apesar da cultura da cana ser amplamente cultivada sem irrigação ou com irrigação de salvamento no Brasil, há uma grande expansão de áreas de produção irrigada de cana de açúcar em função de um mercado de álcool e açúcar em forte expansão, associado aos avanços da indústria de equipamentos.

Com a implantação de áreas de produção de cana de açúcar no centro-norte brasileiro, sobretudo na região do cerrado, a cultura passou a ficar exposta a maiores níveis de déficit hídrico ao longo do ano, principalmente em função da ocorrência de maiores temperaturas durante o inverno, maior insolação, solos com menor capacidade de retenção hídrica e períodos de estiagem mais prolongados. Este novo contexto de solo e clima, propiciou um aumento de resposta da cultura ao uso da irrigação. No entanto, como a cultura apresenta grande tolerância ao déficit hídrico, o grande desafio é saber qual o nível de stress hídrico admissível que ainda garanta altas produtividades. Esta análise é de fundamental importância, pois as áreas de produção de cana são de grande extensão, o que torna os projetos de irrigação um investimento de alto custo de implantação, grande consumo de energia e enorme disponibilidade de água.

 

 

Para utilização viável da irrigação em cana é preciso compreender o conceito de “agricultura irrigada”. Quando se trabalha com irrigação de forma tecnificada, é preciso extrapolar o critério superficial de que uso da irrigação é para cultura de “sequeiro mais água”, ou seja, mantendo-se os mesmos parâmetros técnicos como: variedade, estande, adubação, potencial produtivo, etc. A agricultura irrigada estabelece um novo patamar tecnológico, havendo significativo incremento no potencial produtivo. Dessa forma, deve-se desenvolver novos critérios técnicos para usufruir este aporte tecnológico que garante à cultura maiores níveis produtivos e qualitativos. Isto foi verificado para várias outras culturas comerciais irrigadas, que aumentaram e continuam aumentando a perspectiva de produtividade em função do uso de novos parâmetros técnicos que aprimoram a resposta ao uso da irrigação.

 

Benefícios da irrigação na cultura da cana de açúcar

Entre os principais benefícios propiciados pela irrigação de cana, podem ser citados:

  • Aumento da produtividade.
  • Ampliação da longevidade do plantio.
  • Redução da área plantada (redução nos custos do plantio e de manutenção).
  • Diminuição da infra-estrutura (estradas e outras infra-estruturas, equipe técnica e de campo).
  • Estabilização e planejamento da produtividade (diminui a variabilidade da produção).
  • Menor custo de colheita e transporte (menores áreas, talhões mais produtivos, menores distâncias).
  • Sinergia com uso da fertirrigação.
  • Utilização racional da vinhaça.

 

Concepções de uso da irrigação na cultura da cana de açúcar

Há, basicamente, três diferentes concepções de projetos para irrigação de cana de açúcar, que poderão ser implantados de acordo com a disponibilidade hídrica, nível tecnológico e exposição ao déficit hídrico local:

 

1)          Irrigação de salvamento: Consiste em aplicar lâmina de 40 a 80 mm após cada corte anual, com intuito de “salvar” a soca. Concepção de irrigação mais difundida e utilizada, sobretudo devido ao menor requerimento de água, menor custo e simplicidade de critério de decisão. Este tipo de irrigação, em regiões do cerrado é de fundamental importância para a viabilidade econômica da cana-de-açúcar. Os equipamentos que melhor se adéquam a esta estratégia de irrigação são tipo alto propelido e pivôs centrais ou sistemas lineares rebocáveis.

 

2)           Irrigação com déficit: Consiste em aplicar lâminas acumuladas de 200 a 400 mm/ano. Neste caso, faz-se necessário realizar estudo climático da região, para, baseado no balanço-hídrico, definir estratégia de decisão de irrigação. Para implantar esta estratégia de produção, é fundamental realizar estudo prévio da viabilidade de projetos de irrigação, tipo de sistemas, autonomia de lâmina diária, custo da energia elétrica, elevação de produtividade e longevidade esperados. Os equipamentos que melhor se adéquam a esta estratégia de irrigação são do tipo pivôs centrais ou sistemas lineares fixos e rebocáveis.

 

3)           Irrigação plena ou total: Consiste em aplicar lâminas acumuladas de acima de 500 mm/ano. Esta concepção de irrigação tem sido viável apenas para regiões semi-áridas, que apresentam déficit hídrico elevado, não sendo suficiente a utilização de irrigação por déficit. Neste caso, é fundamental a disponibilidade de água e a realização de estudo climático da região, para, baseado no balanço-hídrico, definir estratégia de decisão de irrigação. Para implantar esta estratégia de produção, é fundamental realizar estudo prévio da viabilidade de projetos de irrigação, tipo de sistemas, autonomia de lâmina diária, custo da energia elétrica, elevação de produtividade e longevidade esperados. Os equipamentos que melhor se adéquam a esta estratégia de irrigação são tipo pivôs centrais fixos ou gotejamento enterrado.

O uso viável da irrigação de cana passa de forma inexorável pelo desenvolvimento de projeto com forte embasamento técnico e implantação de um sistema de gerenciamento de irrigação que possibilite a decisão técnica da lâmina de irrigação, assim como o controle do custo de água e energia. Somente com estes preceitos, é possível implantar um projeto de cana irrigada, com viabilidade econômica, social e ambiental. O primeiro passo é a realização de estudo de balanço hídrico desenvolvido de forma específica para o solo e clima da região, avaliando os níveis de redução de evapotranspiração da cultura que acontecerão para cada data de plantio, de acordo com a estratégia de irrigação definida.

 

O sistema Irriger de Gerenciamento de Irrigação para a cultura de cana de açúcar

O sistema Irriger de gerenciamento de irrigação, com base em vários testes de campo e áreas comerciais monitoradas em diversos estados brasileiros, tem recomendado como estratégia de irrigação de cana para o cerrado, a irrigação com déficit hídrico monitorado. Nesta estratégia, o projeto de irrigação é implantado a partir do estudo do requerimento de irrigação que propiciará redução de 25 a 35% da evapotranspiração potencial da cultura (ETpc). Ou seja, a cultura será conduzida, através de monitoramento do balanço hídrico diário, cruzado com balanço de água no solo, a se desenvolver com déficit hídrico controlado de modo a economizar água e energia, garantindo altos níveis de produtividade. Para tanto, é necessário implantação de um programa de gerenciamento de irrigação, incluindo: estudo físico-hídrico do solo, adequação de eficiência de operação dos equipamentos, monitoramento climático e configuração do uso de água da cultura. As informações são reunidas em um software de balanço hídrico, que realiza o cálculo do déficit hídrico diário, dando referência técnica para a decisão da irrigação de cada talhão.

 

Considerações Finais

Em estudos desenvolvidos pela Irriger direcionados para o estado de Goiás, Bahia e Maranhão, projetos de irrigação com autonomia diária de 3 mm/dia aplicam de 250 a 350 mm por ano, dependendo da demanda climática, solo e data de plantio. Neste contexto, o custo anual da irrigação, incluindo custo de implantação, energia, operação e depreciação se aproxima de 20 toneladas/ha/ano. O incremento de produtividade pode superar 40 toneladas/ha/ano, com elevação da longevidade do canavial para mais de 08 anos.

Há muito que se conhecer a respeito do potencial de uso da tecnologia de irrigação para a cultura da cana de açúcar. O desenvolvimento de novos parâmetros técnicos que potencializem a resposta de irrigação, incluindo o desenvolvimento de novas variedades e fertirrigação, serão de grande importância para consolidar projetos viáveis. O uso da irrigação na cultura da cana terá importância cada vez maior, sobretudo em áreas de maior déficit hídrico, promovendo aumento da produtividade e rentabilidade por área. Cabe aos investidores buscar assessoramento para estruturar projetos calcados em parâmetros técnicos, seguidos de implantação de sistema de gerenciamento de irrigação que proporcione altos níveis de produtividade e uso racional de água e energia, garantido viabilidade econômica e ambiental às áreas de produção.

 

 

Hiran Medeiros Moreira 

Eng. Agrônomo M.Sc. Irrigação

Diretor Irriger

 

Você investiria R$1,5 milhão de reais para plantar 100 ha de batata sabendo que a lâmina do pivô responsável pela irrigação é muito desuniforme, falta pressão e consequentemente água em sua extremidade, a autonomia de lâmina do equipamento não será suficiente para suprir a demanda da cultura exatamente na fase mais crítica da mesma e todas as aplicações de fertilizantes e defensivos que forem feitas com este pivô gerarão excesso em algumas partes e déficit em outras, aumentando ainda mais a pressão dos patógenos? Muito provavelmente sua resposta foi: De jeito nenhum! Mas é exatamente isto que grande parte dos irrigantes do país têm feito, investindo milhões de reais em áreas irrigadas sem levar em conta a situação do equipamento no qual todo o retorno desse investimento está amarrado. Embora esta seja uma situação que se aproxima da irracionalidade, este é o cenário que encontramos em todas as regiões irrigantes do país, e não só em sistemas de aspersão, os gotejamentos também estão sendo sucateados, levando diversos produtores a saírem da atividade por falta de retorno, não sendo difícil encontrar situações de maiores produtividades na agricultura de sequeiro em detrimento a irrigada, um contra censo que só o mau uso do sistema pode explicar.

Qual a importância de calibrar meus equipamentos?

O ponto principal que deve ser levado em conta é a produtividade da cultura. Qualquer desequilíbrio na distribuição de água será refletido em produtividade e o valor desse prejuízo será infinitamente maior que o custo de manutenção deste equipamento. Se pensarmos que 30% da área não esteja recebendo a lâmina média, e esta é uma situação comum, em um pivô de 100 hectares de feijão, por exemplo, estamos falando em R$75.000,00 de investimento expostos a risco. Quando pensamos em produtividade, este número pode ser ainda maior.

Além da produtividade, existem prejuízos de difícil mensuração, mas que podem gerar valores muito elevados, como é o caso de fertilizantes e defensivos aplicados via água de irrigação. No caso de equipamentos descalibrados, toda a aplicação é colocada em xeque, podendo gerar perdas do produto aplicado e ainda aumentar os problemas fitossanitários, o que demandaria ainda mais aplicações.

Toda vez que o irrigante trabalha com equipamentos de baixa uniformidade, há aplicação de mais água do que a cultura necessitaria como forma de contornar essa desuniformidade, ou seja, para suprir os pontos que aplicam menos água, joga-se excesso nos pontos que estão dentro do esperado. Isto causa, além da elevação do custo de produção, já que se gasta mais energia do que o necessário, problemas de lixiviação de nutrientes em determinadas regiões da área irrigada podendo, inclusive, causar contaminação das águas subterrâneas.

 

Quais são os problemas mais freqüentes?

Analisando dados dos mais de 1100 pivôs monitorados por nossa equipe podemos destacar as seguintes situações:

- Falta de pressão no sistema: Principalmente em equipamentos mais antigos, onde já houve desgaste desde os rotores da bomba até os aspersores/gotejadores, passando pelas válvulas reguladoras de pressão e tubulações do sistema.

-Sobra de pressão no sistema: Situação encontrada normalmente em equipamentos novos, onde, ou por erro no levantamento planialtimétrico ou pela chamada “folga de projeto” o conjunto trabalha com mais pressão do que seria necessário para seu bom funcionamento, a custa de um consumo energético desnecessário que dói apenas no bolso do irrigante.

-Erros na listagem de bocais: Este é o problema mais comum, e ocorre ou por erro de projeto/redimensionamento, ou por desorganização ou “curiosidade” do pessoal da fazenda que, na ânsia de resolver tudo, acaba não se preocupando com a seqüência correta dos bocais. Tal erro pode gerar além de desuniformidade na aplicação, falta ou excesso de pressão no sistema, já que são os bocais os responsáveis pela vazão maior ou menor do equipamento.

- Desgaste no conjunto motobomba: Problemas com desgaste de rotores, buchas e anéis são muito comuns e a causa principal disto é, basicamente, a falta de manutenção preventiva. Recomenda-se uma revisão nas bombas a cada 3 anos, o que raramente ocorre no “mundo real”.

-Baixa autonomia de Lâmina: Muitos projetos não atendem a demanda hídrica das culturas nos meses mais críticos. Projetos mais antigos e aqueles muito “econômicos” são os mais suscetíveis a essa situação. O cliente aperta o vendedor que, para concretizar a venda, aperta o projeto, reduzindo sua lâmina. Felizmente os vendedores e, principalmente os produtores, estão começando a se atentar a isto.

Como saber se tenho problemas?

Os equipamentos e principalmente as culturas estão freqüentemente nos dando alguns sinais, mas antes de percebermos isto, é importante fazermos uma análise de alguns pontos. Se não reviso meu sistema motobomba há mais de 3 anos, é provável que já tenha algum indício de problema. Se meus kits de aspersão já têm mais de 5000 horas de uso, sua eficiência já não é confiável. Se não faço uma limpeza do gotejo há mais de 1 ano, está na hora de me preocupar. Portanto, se já foi detectado algum destes deslizes, é imprescindível fazer um diagnóstico do equipamento o quanto antes.

Voltando aos sinais que os equipamentos e culturas nos dão, temos uma situação típica que é o mau desenvolvimento da cultura no ponto mais alto do terreno em contrapartida a um alto vigor na região mais baixa. Este é um sintoma típico de falta de pressão no sistema, que pode ter origem tanto no desgaste das válvulas reguladoras, como no desgaste dos rotores das bombas além de um mau dimensionamento do sistema. Em pivôs que possuem canhão na extremidade, esta é uma situação comum, já que a maioria destes canhões não possui regulador de pressão e liberam mais água  na parte baixa, podendo algumas vezes até “desarmar” o motor, devido ao grande aumento de vazão que consome mais energia do que o motor pode oferecer.

Os famosos anéis (Figura 1), também são sinais gritantes da má distribuição de lâmina. Neste caso formam-se círculos no sentido do perímetro do pivô, onde a cultura se desenvolve menos ou mais do que o restante da área, mostrando que naquele ponto a aplicação de água está sendo deficitária ou em excesso em relação à lâmina média aplicada.

Figura 1: Formação de “Anéis” na fase inicial do milho.

Embora estes sinais sejam fáceis de serem percebidos, quando eles ocorrem, já geraram prejuízos. Portanto o ideal é que se contrate uma equipe especializada, para checar o equipamento anualmente.

CUC de 85% é bom?

Este é o conceito que muitos Irrigantes e até mesmo Técnicos têm, mas antes de condenar ou aprovar um equipamento por este número, precisamos entender o que é CUC e como ele é calculado. CUC é a sigla para Coeficiente de Uniformidade de Christiansen, e é uma das formas de avaliação da uniformidade da aplicação de água. A forma de cálculo é basicamente um desvio padrão da média, que nos indica qual a percentagem de área está recendo a lâmina média ou maior, ou seja, dentro dos 85% de área que recebem, pelo menos, a lâmina média, poderão estar ocorrendo diversos pontos de excesso e nos 15% restantes poderão estar havendo severos déficits. Para corrigir está distorção, é importante verificarmos não só o valor do CUC, mas também a distribuição de lâmina ao longo do raio do Pivô ou das linhas de gotejo, podendo assim detectar alguma fonte pontual de erro. O Gráfico 1 ilustra bem uma situação onde o valor não corresponde à realidade. O valor do CUC está em 87,6% porém verificamos diversas regiões com problemas tanto de excesso (círculos azuis) quanto de déficit (círculos vermelhos), e que devem ser corrigidos pontualmente, sob a pena de causarem grandes perdas na cultura. Neste caso, uma análise simples do valor do CUC, induziria um analista desatendo a um grande erro.

Gráfico 1 – Distribuição da lâmina ao longo do raio de um Pivô Central.

O que fazer para garantir a qualidade da Irrigação?

A primeira atitude a se tomar é acabar com as “Gambiarras” dos equipamentos. Hoje temos no Brasil o que há de melhor em tecnologia de irrigação, são milhares de cálculos até se conseguir um aspersor eficiente ou uma válvula reguladora que realmente cumpra sua função. Tentar “melhorar” o sistema com um arame, retirando o “miolo” das válvulas ou ainda substituindo os defletores por parafusos certamente não lhe trará grandes lucros. A Figura 2 mostra algumas destas “obras-primas” da engenharia e caso alguma lhe seja familiar, é hora de revisar seus equipamentos.

Figura 2: “Gambiarras”: um mal desnecessário.

Outro ponto importante, e que é de responsabilidade da fazenda, é garantir que não haja entupimentos durante a aplicação. Em algumas áreas onde a captação é feita diretamente no curso de água, águas com altos teores de Ferro ou Cálcio e ainda adutoras muito antigas, o desentupimento deve se tornar uma rotina e, embora haja muita resistência do pessoal de campo, tenha certeza que é imprescindível. Apenas uma conta rápida: um “anel” na última torre de um pivô de 100 ha, corresponde a aproximadamente 0,6 ha, se pensarmos que estamos plantando feijão, e que na área do “anel” produziremos apenas a metade, para uma produtividade de 50 sc/ha, o prejuízo seria da ordem de R$2.200,00, ou seja, quase dois meses de salário de um funcionário em apenas um “anel”.

Felizmente, em todas as regiões irrigadas do país, os produtores têm acesso a empresas especializadas em engenharia de irrigação. Em média, o mercado tem R$3,50/metro linear do raio irrigado para se fazer um diagnóstico completo, seguido do redimensionamento. Em um pivô de 100 hectares o custo desse serviço ficaria em torno de R$2.000,00. Caso fosse necessária a troca do kit de aspersão (Válvulas, corpo do aspersor, aspersor e defletores) o custo ficaria em torno de R$5.500,00. Resumindo, com R$ 75,00/ha se evitariam grandes transtornos, tornando o investimento na cultura algo muito mais seguro. Escolha uma empresa com experiência e, principalmente, referência na região, pois apesar de ser um serviço relativamente barato, exige muita responsabilidade e competência de quem o executa.

Figura 3 – Lâmina com uniformidade de 92%, uma meta que pode ser alcançada.

Embora o início do artigo tenha tido um ar de agressividade para com os irrigantes, na verdade não são eles os únicos responsáveis pela triste situação atual dos equipamentos de nosso País. Grande parte da culpa está em nós, Técnicos ligados à irrigação, que muitas vezes esperam os produtores detectarem algo que não é de sua alçada para, a partir daí, buscar a solução, ou seja, falta pró-atividade de muitos profissionais em apontar os problemas e mostrar, com números, que é altamente viável a manutenção periódica dos equipamentos. Hoje, com mais de 1100 pivôs diagnosticados e aproximadamente 1000 redimensionados, temos a certeza de que, quando os números aparecem, os irrigantes são os primeiros a buscar uma resolução rápida para seus problemas. Produtor, busque números, se convença das necessidades e seja muito mais eficiente e lucrativo em sua atividade, no final, o grande beneficiado será você.

 

André Luis Piovan Boncompani

Engenheiro Agrônomo

Gerente Irriger – Triângulo/São Paulo

 

Entre os dias 28 e 29 de setembro, a Valmont, empresa líder no mercado de irrigação no Brasil, estará presente em um dos mais importantes eventos internacionais sobre Biocombustíveis, o World Biofuels Markets Brazil 2011, que será realizado em São Paulo/SP.

 

Cana-de-açúcar sob irrigação de pivot Valley

Com foco em avanços tecnológicos, inovação, financiamentos e investimentos e na cultura de parcerias em Biocombustíveis da primeira e da segunda geração, o evento apresentará as oportunidades e os desafios que os Biocombustíveis Avançados trazem para o país; a primeira geração de Biocombustíveis e as matérias-primas que abrirão uma nova janela de oportunidades para a produção de energia sustentável.

O congresso reunirá toda a cadeia de valor do Brasil, dos Estados Unidos e da União Europeia e, incluirá, empresas produtoras, refinadoras, provedores de tecnologia, financeiras, distribuidoras, grandes produtoras de petróleo e representantes do governo.

Por se tratar de um mercado estratégico para a Valmont, principalmente pela potencialidade de crescimento da área cana-de-açúcar irrigada no país, a empresa será representada no evento pelo Engenheiro Agrícola, Marcus Schmidt. “O mundo e o Brasil tem o desafio de aumentar a produção de alimentos e energia de uma forma sustentável e sem impactar o meio ambiente. Com o atual cenário, o país precisa produzir muito mais cana para atender às demandas de etanol, açúcar e energia, sendo a irrigação uma importante ferramenta neste contexto, pois possibilita um aumento na produtividade, diminuindo a abertura de áreas de expansão. A participação da Valmont no World BioFuels é importante porque neste evento estarão presentes os formadores de opinião e pessoas com poder de decisão”, explica Schmidt.
Visite o estande da Valmont durante o World Biofuels Markets Brazil 2011 e conheça as mais modernas tecnologias de irrigação disponíveis no Brasil.

 

Promover a manutenção periódica dos equipamentos de irrigação é item básico para aumentar a vida útil destas tecnologias. O período para realizar a manutenção varia, mas geralmente, esta deve ser efetuada nos períodos que antecedem a chuva ou logo após os períodos chuvosos, sempre antes de períodos secos ou veranicos extemporâneos.

 

Além de identificar o momento ideal para fazer a manutenção das peças do sistema de irrigação, é de fundamental importância que o irrigante recorra à assistência autorizada, para que esta avalie a necessidade de substituição de determinadas peças. O representante do Departamento Comercial da Valmont, Vinícius Melo, explica que assim como um carro ou um trator, determinados componentes do equipamento de irrigação mecanizada devem ser avaliados ou substituídos em função do desgaste. “Por exemplo, com 15.000 Km rodados ou 6 meses de uso, é necessário trocar o óleo do carro, trocar as pastilhas de freio, etc.

No caso do PIVOT CENTRAL, assim como os tratores, o medida que utilizamos para aferir o uso é o número de horas trabalhadas e o trabalho durante as safras”, comenta. Entre os itens que merecem atenção em um universo de mais de cinco mil peças estão: rótulas das juntas flexíveis, aperto de parafusos das torres das unidades motoras, fusíveis, microrruptores e áreas de esforço como tirantes e mangotes.

RÓTULAS são peças de amortecimento, sendo de desgaste programado, feitas para se “sacrificarem” a fim de preservar EIXOS e COROAS das UNIDADES MOTORAS. Devem ser substituídas sempre que for observado algum sinal de imperfeição na estrutura original, assim como as CASTANHAS componentes da JUNTA FLEXÍVEL. PARAFUSOS e TIRANTES sempre devem ser checados quanto ao aperto, pois como são componentes estruturais, sofrem grande esforço.  FUSÍVEIS, sempre devem ser trocados quando estão queimados, checando primeiramente a causa deste dano. MICRORRUPTORES devem ser conferidos a cada safra, testando a flexibilidade das molas e avaliando o alinhamento do equipamento. Os MANGOTES podem ressecar, principalmente, se o equipamento ficar muito tempo sem uso.  Outros itens com vida útil programada são os REGULADORES DE PRESSÃO e ASPERSORES, que devem ser aferidos e redimensionados a cada 5.000 horas ou a cada cinco anos.  O sistema de captação do equipamento deve sempre ser observado, pois se os CONJUNTOS DE MOTOBOMBAS e VÁLVULAS não apresentarem um correto funcionamento, uma série de problemas podem ser desencadeados, como: falta de pressão, aumento do consumo de energia, aplicação de água desuniforme, etc.

 

No caso dos pivots e demais tecnologias da marca Valley, a Valmont conta com uma rede de distribuidores aptos à efetuar serviços de manutenção em todo o Brasil. Para atender adequadamente aos irrigantes, a Valmont desenvolve um programa de treinamento para capacitação dos colaboradores de suas revendas. Durante diversos períodos do ano, são realizados inúmeros níveis de cursos, tanto para a área de projetos quanto para a área de assistência técnica, onde os participantes são treinados e avaliados, podendo ser aprovados ou reprovados nestas capacitações. “Um agricultor investe milhões em um plantio de uma safra, gasta alguns milhares de reais na compra de máquinas, equipamentos e contratação de mão-de-obra e consultorias, e muitas vezes não tem a cultura de que prevenir é melhor do que remediar. A manutenção preventiva deve ser periódica”, salienta Vinícius Melo, representante do Departamento Comercial da Valmont.

 

Com o objetivo de estar cada vez mais próxima dos agricultores, a fim de apresentar as mais recentes novidades do setor de irrigação, a Valmont estará presente em um dos mais importantes eventos sobre a cultura do algodão: o 8º Congresso Brasileiro do Algodão e a Cotton Expo 2011, que serão realizados em São Paulo/SP, entre hoje (19/09) e a próxima quinta-feira.

Noestande da empresa, será apresentada a linha de produtos: Pivot Central, Sistemas Lineares e Rebocáveis, com ênfase para os sistemas de gerenciamento e controle da irrigação, como o BaseStation2, um dos mais novos produtos disponibilizados pela Valmont no Brasil para a gestão otimizada da irrigação das lavouras.

Exemplo da liderança tecnológica da empresa, o software permite monitorar e controlar equipamentos de irrigação, pivôs e estações remotas (bombas, auxiliares diversos, etc.) a partir de uma estação base via computador e rádio, como se o controlador estivesse no campo. Ou seja, os comandos e operações que normalmente seriam feitos do painel central localizado no campo, podem agora ser realizados do escritório ou residência, transmitidos via rádio.

O Valley BaseStation2 otimiza o trabalho na propriedade de forma significativa, uma vez que reduz o número de viagens ao campo para verificação e acionamento de equipamentos. A utilização do software também garante maior agilidade na supervisão da irrigação e economia na conta de energia elétrica.

A Valmont vem aperfeiçoando sua liderança tecnológica através da melhoria contínua dos sistemas de aplicação de água, além de fornecer suporte e treinamento aos produtores para que a gestão da irrigação se torne cada vez mais prática e simples. “Em muitas regiões, o algodão é uma das principais culturas e muitos produtores são nossos clientes, pois sem a irrigação os níveis de produtividade e qualidade não seriam possíveis. Nossa participação neste evento possibilita estarmos perto dos produtores para atendê-los nas suas necessidades de novos projetos e mostrar nossas novidades”, finaliza o Engenheiro Agrícola, Marcus Schmidt, que representará a empresa nos eventos.

Mais informações: http://www.cba2011sp.com.br/

 

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