Posts Tagged ‘informação’
Marca líder no mercado de irrigação no Brasil, a Valley manteve o bom desempenho junto aos clientes que investiram em suas tecnologias, especialmente pivots, ao longo dos últimos 18 meses. É o que demonstra a mais recente pesquisa de satisfação realizada pela Valmont, entre os meses de agosto e setembro deste ano, com a participação de quase 150 clientes de vários estados do país.
Nela, os produtos Valley obtiveram um alto grau de satisfação: mais de 95% dos clientes afirmaram que suas expectativas foram atendidas ao adquirir um sistema de irrigação Valley. Durante a pesquisa, os clientes puderam avaliar diversos atributos dos produtos da marca Valley, incluindo aspectos relativos à venda e ao pós- venda. Dentre os aspectos de venda avaliados, destaque para itens como a qualidade de vendedores e técnicos, projeto, projetista, confiabilidade do técnico e qualidade do produto, que foram avaliados com mais de 90% de satisfação pelos clientes.
No quesito pós-venda, a marca também obteve um alto grau de satisfação. O grande destaque nesta avaliação foi em relação à facilidade de manutenção e operação dos equipamentos, que apresentou um índice de satisfação de 97%. “A empresa utiliza as pesquisas de satisfação para aprimorar seus produtos e serviços. Além dos funcionários da Valmont, os revendedores Valley também participam constantemente de treinamentos onde os resultados obtidos são apresentados e discutidos. A Valmont acredita que ouvir os clientes é fundamental para reforçar sua liderança de mercado”, explica o diretor presidente da Valmont, Marcelo Borges Lopes.
Liderança tecnológica
Atenta às necessidades dos produtores rurais brasileiros, a Valmont investe na melhoria contínua dos produtos e serviços Valley, com foco na tecnologia e na inovação. Ao longo dos últimos anos, a empresa tem procurado demonstrar a diferença que a tecnologia pode proporcionar na vida e nos negócios de cada um destes empresários rurais. Os números comprovam que não há investimento melhor do que um produto Valley, uma vez que a irrigação atua como um seguro para as culturas, diminuindo o risco de perdas por problemas climáticos. O investimento dos produtores rurais com sementes, fertilizantes, defensivos, máquinas e terras é muito grande. Por isso, além de otimizar o uso de água e energia elétrica, os sistemas de irrigação Valley ajudam a proteger tais investimentos. A aplicação precisa de água e químicos ajudam a manter a uniformidade da cultura no campo, assegurando seu rendimento e aumentando a produtividade. “Apesar da qualidade dos produtos e serviços Valley terem a aprovação de nossos clientes, queremos reforçar o conceito de que não basta que os produtos atendam as exigências do produtor. É preciso que o produtor rural tenha consciência de como essa tecnologia impacta no aumento da produção, na otimização dos recursos e do tempo na atividade, tornando-o mais eficiente e competitivo. Queremos ampliar a percepção do custo/benefício dos nossos produtos”, afirma Marcelo Borges Lopes. Os resultados desta pesquisa serão utilizados para a avaliação da Satisfação de Clientes no Programa de Desenvolvimento dos Revendedores Valley e servirá como um indicador dos pontos a serem trabalhados em 2012.
Nos próximos dias 31 de novembro e 1º de dezembro, a Valmont, empresa líder no mercado de irrigação, marca presença no 10º Seminário sobre Produtividade e Redução de Custos na Agroindústria Canavieira, que será realizado pelo Grupo IDEA, no Centro de Convenções de Ribeirão Preto/SP, no interior paulista.
O Engenheiro Agrícola da Valmont, Marcus Schmidt, representará a empresa durante o Seminário, que irá apresentar várias soluções para facilitar o desenvolvimento do plano de ação auxiliando os gestores a definir os caminhos mais adequados a tomar.
Dentre as tecnologias que serão apresentadas pela Valmont durante o evento, destacam-se os pivots da marca Valley, o VIP (Valley Irrigação de Precisão), equipamento que garante a aplicação precisa da água em diferentes partes da área irrigada, maximizando a produção com menor consumo de água e energia e, ainda, o software Base Station2-SM, que permite o monitoramento e controle de equipamentos como pivots e estações remotas (bombas, auxiliares diversos) a partir de uma estação Base, via computador e rádio resultando em menor necessidade de deslocamentos no campo e melhor aproveitamento da tarife verde de energia elétrica. “Com o atual cenário, o Brasil precisa produzir muito mais cana-de-açúcar para atender às demandas de etanol, açúcar e energia. A irrigação é uma importante ferramenta neste contexto, pois possibilita um aumento na produtividade, diminuindo a abertura de áreas de expansão”, explica Schmidt.
Mais informações e inscrições sobre o Seminário no site: www.ideonline.com.br.Telefone: (16) 3514-0631 | 3211-4770 E-mail: eventos@ideaonline.com.br.
A irrigação do tomateiro para fins industriais é conduzida basicamente por dois tipos de sistemas, pivô central e gotejamento. Os equipamentos utilizados nesta irrigação são de alta tecnologia, contudo não é realizado trabalho de gestão de irrigação, realizando a decisão de irrigação de forma empírica e conseqüentemente comprometendo a produtividades e a rentabilidade da lavoura. Este comprometimento se dá pela falta de um sistema adequado de decisão de quanto e quando irrigar, que pode propiciar por um lado estresse hídrico pela irrigação deficitária ou problemas fitossanitários pela irrigação em excesso. Também compromete os resultados a falta de acompanhamento periódico da eficiência de aplicação de água do equipamento, a falta de controle do uso e das tarifas de energia elétrica, entre outras.
Na década de 80 e 90 o tomateiro destinado industrialização era produzido principalmente na região Nordeste. Com o passar dos anos essa produção foi se migrando para a região Centro-Oeste. Vários especialistas citam as condições edáfoclimáticas da região Centro-Oeste, onde há solos com topografias favoráveis a mecanização, logística de distribuição, subsídios tarifários, entre outras as vantagens que proporcionarão tal migração. Mas para que essa produção alcançasse sucesso a irrigação foi è uma técnica imprescindível nesse processo.
Se a decisão de irrigação não for decidida de maneira técnica é precisa, as vantagens edafoclimáticos da região podem ser prejudicados, afirma Breno Pereira Lopes, consultor técnico de gerenciamento de irrigação da Irriger.
O pivô central é um equipamento mais versátil, que além do tomate possibilita de maneira mais simplificada o plantio de outras culturas. Contudo os problemas fitossanitários são geralmente maiores devido à irrigação por aspersão.
“Logo após a irrigação vem uma aplicação de defensivos, com isso tenta-se espaçar ao máximo uma irrigação da outra. Nesse caso a análise de solo, do clima e da cultura é muito importante para verificar qual a estratégia mais adequada (intervalo entre irrigações) que deve ser adotada na irrigação via pivô central. Neste contexto a questão fitossanitária passa a ser muito importante e a gestão da irrigação é fundamental para minimizar os problemas e se tornar mais efetivo os tratamentos”, aponta Breno Pereira.
A vantagem principal da irrigação por gotejamento em relação ao pivô central é o fato de aplicar água diretamente no solo, que possibilita o planejamento da irrigação independente da preocupação dos controles fitossanitários preventivos devido ao molhamento foliar. Outras possíveis vantagens são: maior eficiência potencial de aplicação e facilidade da quimigação (aplicação de produtos químicos via água de irrigação). Por outro lado, este é um equipamento mais caro, mais sensível e exige uma condução de forma mais cuidadosa. A condução específica para cada sistema de irrigação é peça chave para o sucesso desse cultivo.
O tomateiro é uma planta sensível ao déficit hídrico e a qualidade da irrigação é essencial para se obter uma produção satisfatória. A concentração de sólidos solúveis é de extrema importância na produção de polpa de tomate, visto que ela influência no rendimento industrial. Vários trabalhos citam que em determinadas fases do tomateiro, déficits hídricos podem favorecer a concentração de sólidos solúveis. Com isso cria-se uma grande dúvida e geralmente existem muitos erros na estratégia de irrigação na tentativa de se acumular sólidos solúveis nos frutos de tomate. Muitas vezes a produtividade de frutos é prejudicada devido ao elevado nível de déficit empregado.
“A IRRIGER atende a inúmeras áreas irrigadas com a cultura do tomate e os resultados dos vários anos de acompanhamento dão muita segurança na nossa prestação de serviço e garantem resultados importantes para os produtores, afirma Breno Pereira, que conclui informando que o excesso de irrigação é um problema para culturas onde a questão fitossanitária seja um gargalo, como é o caso do tomate.
Na fase inicial da cultura, que se inicia no transplante das mudas até o início do período vegetativo a alta freqüência de irrigação se faz necessária para que haja um pleno “pegamento” das mudas. Mas deve se ficar atento aos excessos de irrigação, pois se houver problemas com compactação de solo, fungos como Rhizoctonia solani e Fusarium sp, podem ter suas ações fitopatogênicas acentuadas, resultando em grandes perdas de mudas. O mesmo acontece na fase de florescimento e enchimento de frutos, onde os fungos Sclerotinia sclerotiorum e a Sclerotium rolfsii podem se tornarem um problema muito sério em caso de excesso de água, tanto de irrigação quanto de chuva, informa o Engenheiro Agrônomo Breno, que termina reafirmando a grande importância de um programa profissional de gestão da irrigação, que deve ser ao mesmo tempo técnico e operacional.
A Irriger
A Empresa Irriger, que na região Centro Oeste tem escritórios em Goiânia, Cristalina e Formosa, monitora hoje cerca de 2.500 ha de tomate industrial, concentrados no Altiplano de Brasília (Cristalina e Luziânia) e Sudoeste goiano (Palmeiras de Goiás, Palminópolis, Turvânia, Rio Verde). A empresa atende também outras regiões com é o caso da Região Norte de Minas Gerais através do seu escritório de Jaíba.
O gerenciamento de irrigação envolve avaliação do solo, do clima, da cultura e do sistema de irrigação, instalação de um sistema que realiza um balanço hídrico preciso (decisão diária da necessidade e lâmina de irrigação) e treinamento do pessoal de campo para conduzir os trabalhos, sob a supervisão periódica e atenta do pessoal da empresa. Com isso, evitando-se a falta ou excesso de irrigação, possibilita-se o planejamento das irrigações explorando ao máximo o horário noturno, reduzindo os custos e auxiliando a questão fitossanitária. Todas as informações e ocorrências relacionadas a qualidade do trabalho de campo e da irrigação são registradas em relatórios de visitas e de safra, que permitem a tomada de decisão pelos gestores e pessoal de campo em tempo real.
A Irriger está sempre buscando aprimorar a qualidade da assistência nos 92.000 ha de área contínua de atendimento nas diversas regiões e culturas irrigadas. Com o tomate industrial não seria diferente, informa Breno Pereira. Ele também cita que vários trabalhos foram realizados buscando a relação do déficit hídrico, produção de frutos de tomate e concentração de sólidos solúveis. “Os resultados obtidos permitem concluir que o manejo da irrigação com déficit hídrico na fase de maturação possibilita ganhos em função da concentração de sólidos solúveis, mas devem ser realizados com muito controle, pois o período e a intensidade do déficit podem comprometer os resultados”.
Um déficit moderado e controlado na maturação do tomate auxilia na concentração de sólidos solúveis e não prejudica a produtividade do mesmo. A maximização da concentração de sólidos solúveis com o controle da irrigação é uma possibilidade real e seguro quando no âmbito de uma gestão da irrigação profissional, conclui Breno Pereira.
A Equipe Valley de Nebraska, EUA preparou um site institucional explicando o funcionamento e concepção dos Gearbox, redutores utilizados na tecnologia Valmont.
Acessem: http://www.valleygearbox.com/ (em inglês)
A Valmont, líder mundial no setor de irrigação, já prepara a participação em uma das mais importantes feiras do agronegócio, a Expodireto Cotrijal 2012, que será realizada entre os dias 05 a 09 de março de 2012, em Não-Me-Toque/RS.
A Expodireto Cotrijal reúne anualmente mais de 120 mil pessoas em busca de tecnologias, produtos e serviços destinados ao setor agropecuário. Justamente por isso, a Valmont não poderia deixar de participar do evento, demonstrando o que há de mais atual no setor de irrigação.
A empresa estará com um estande no evento, onde será exposto um Pivot Central Valley. Os pivots centrais Valley foram as primeiras máquinas móveis mecânicas da indústria e continuam a ser as mais bem construídas. Com equipamento multifunções, pode germinar, efectuar a fertirrigação, a quimigação e gerir a salinidade através de lixiviação. Quase todas as colheitas podem ser produzidas debaixo de um pivot, com folgas para as colheitas de 1,85 m a 5 m, e com unidades de propulsão para satisfazer as necessidades da colheita e de gestão.
Durante a Expodireto Cotrija 2012, a Valmont será representada pela equipe da revenda autorizada Pivotsul.
Eng. Agrônomo Wulf Schmidt
D.S. ESALQ-USP
Gerente da Irriger para África
wulf@irriger.com.br
Quimigação, por definição, é a aplicação de produtos químicos via água de irrigação. Trata-se de uma importante técnica, ainda muito pouco utilizada pelos produtores irrigantes, que deixam de aproveitar dos vários benefícios operacionais, econômicos e ambientais proporcionados.
Neste artigo vamos apresentar um panorama geral sobre a quimigação, chamando atenção para importantes aspectos relacionados a fatos, mitos e dicas relacionados à mesma.
Na própria definição começamos a quebrar mitos em relação aos sistemas comerciais de barras acopladas aos pivôs centrais como a Pivobarra®, Notliada® e o Accupulse®, que são equivocadamente chamados de quimigação, mas eles não aplicam via água, estes apenas utilizam o pivô como suporte físico.
Mito: fertigação ou fertirrigação é diferente de quimigação. Em verdade, a fertigação ou fertirrigação, é a aplicação de fertilizantes via água de irrigação, que é um produto químico e portanto está inserido na quimigação, assim como fungigação (para fungicidas), herbigação (para herbicidas), insetigação (para inseticidas), e assim por diante.
Dois princípios físicos distintos e importantes regem a quimigação sendo um para fertilizantes e outro para pesticidas.
Para a aplicação de fertilizantes, os mesmos precisam ter como principais características: serem líquidos ou hidrosolúveis (solúveis em água); ter alta solubilidade e estabilidade; não formar precipitados; serem compatíveis com outros produtos, entre outros. Neste caso, no momento da injeção da “calda” buscamos formar uma solução no interior da tubulação.
A solubilidade de um fertilizante sólido é medida em gramas por litro a uma dada temperatura (geralmente 25°), mas cabe lembrar com relação aos adubos nitrogenados, que estes apresentam reação endotérmica quando dissolvidos em água, ou seja vão “gelando”, deste modo a solubilidade vai diminuindo. Um exemplo é a ureia que tem solubilidade nominal de 750 g/L a 25°C, e na prática não é possível solubilizar acima de 500 g/L em função da queda na temperatura.
Dica prática: no caso de mistura de fertilizantes, ex. potássio (K) e Nitrogênio (N), dissolva o nitrogenado por último.
Dica prática: se sua bomba injetora não tiver capacidade de injetar 100kg ureia/ha de uma vez, divida a aplicação em maior número de vezes (5-6 vezes), a quimigação permite isso de forma economicamente viável e sem “amassar” a cultura. Há vários trabalhos mostrando melhor aproveitamento do nitrogênio pela cultura com o maior parcelamento e menores perdas. FATO!
Quadro: Perdas por amassamento de cultura com entrada de maquinária
| CULTURA | % PERDAS |
| SOJA | 3 |
| MILHO | 3-5 |
| FEIJÃO | 5-8 (até 12 na florada) |
| TRIGO | 5-8 |
| TOMATE | 10-15 |
| BATATA | 10-15 |
Fonte: EMBRAPA; IAPAR; IAC,etc.
Mito: a aplicação de adubos diminui a vida útil do pivô! Isto ocorre apenas quando não se respeita a solubilidade e o adubo não é totalmente dissolvido, neste caso, o adubo sólido entra na tubulação agindo como areia, “lixando” a galvanização interna e expondo o aço à corrosão química que pode vir até da própria água (alto teor matéria orgânica p.exemplo).
O outro princípio físico refere-se à aplicação de pesticidas. Neste caso o que buscamos é a formação de uma emulsão no interior da tubulação, e para que esta se forme os produtos a serem injetados precisam ter simultaneamente as seguintes características: baixa solubilidade em água com alta estabilidade; alta solubilidade solventes orgânicos (lipofílico); não corrosivos.
Estas características limitam os produtos a serem quimigados, e exigem do técnico responsável um maior conhecimento sobre os produtos principalmente quanto às suas propriedades físico-químicas (FATO!). Mesmo assim há produtos suficientes disponíveis no mercado para conduzir lavouras de feijão, milho, trigo, tomate, batata, algodão, para citar algumas, praticamente sem a entrada de pulverizador. FATO!
Vantagens da quimigação: (i) uniformidade de aplicação, não há como sobrepor barra ou pular rua, desde que a uniformidade de distribuição de água esteja correta FATO!, (ii) ativação e incorporação: herbicidas como as acetanilidas necessitam de umidade no solo para agir e outros, como a trifluralina, precisam de incorporação, ambas necessidades serão atendidas pela água de irrigação no momento da aplicação FATO!, (iii) menor compactação de solo, menor trânsito de pulverizador FATO!, (iv) menor dano a cultura (quadro) FATO!, (v) maior “janela” de aplicação; permite aplicação noturna (maior susceptibilidade de algumas pragas) ou logo após uma chuva p.ex., aplicação no momento certo! FATO!, (vi) redução na necessidade de equipamentos de pulverização FATO!, (vii) possível redução no número de aplicações: se aplico na hora certa e no momento de maior susceptibilidade significa maior eficiência! FATO!; (viii) maior segurança ao operador (pelo menor número de recargas e nível de exposição) e ao ambiente (menor deriva) FATO! e (ix) menor custo de aplicação (veja quadro) FATO!.
Quadro: Custos comparativos da quimigação versus convencional por hectare para um pivô de 101ha (US$/ha) com altura manométrica de recalque de 60m e eficiência de 65% (considerada baixa).
| Pivô | Energia | Motobomba | US$ 1,11/ha |
| Motoredutores | US$ 0,08/ha | ||
| Água | US$ 0,19/ha | ||
| Depreciação | US$ 0,80/ha | ||
| TOTAL Quimigação | US$ 2,18/ha | ||
| Trator + Pulverizador – TOTAL | US$ 6,47/ha | ||
Como limitação a técnica apresenta os seguintes aspectos: (i) conhecimento técnico específico pelo responsável FATO!, (ii) nem sempre no momento de se aplicar, a irrigação é necessária, principalmente em área de irrigação suplementar FATO!, (iii) investimento adicional em equipamentos de segurança e na bomba dosadora injetora e (iv) não é qualquer produto que pode ser aplicado. FATO!
Para que se mantenha a emulsão estável ao longo da tubulação, é preciso cuidar alguns detalhes como: a velocidade da água no ponto de injeção deve ser no mínimo de 1,5 m/s (comum na maioria dos projetos); esta velocidade proverá a energia cinética necessária a fracionar (50 a 70mm) e manter as gotículas em emulsão até o final. Se as gotas forem maiores, elas coalescerão, formando um sobrenadante (óleo na água) que sairá nos primeiros vãos causando desuniformidade na aplicação.
Outro ponto importante, é a posição do ponto de injeção. No Brasil o mais comum é tangenciando o tubo, o que é ERRADO, o correto é no meio do tubo preferencialmente à jusante (veja Figura), afinal o rio corre mais rápido no meio que na margem!.
Mito: os produtos são lavados pela água! Não, se tiverem as características mencionadas. A superfície da folha é cera e portanto com maior afinidade ao óleo dos produtos que são imediatamente absorvidos, além do que, sob o cone d’água do pivô há um microclima que favoresce que favorece a absorção. Outro FATO! importante é que o único método de aplicação que consegue atingir o baixeiro é via pivô, quem já precisou controlar Cercospora em milho e ou Spodoptera em algodão sabe disso.
Definitivamente, a quimigação enquanto tecnologia de aplicação precisa entrar no cálculo da viabilidade economica de um sistema de irrigação via pivô. Porém é fundamental que se diga que, se o pivô não estiver adequadamente calibrado e aferido, com boa distribuição, a chance de insucesso é muito grande. FATO!
Para fechar a discussão é importante ter claro que uma boa quimigação só é possível dentro de um programa de gestão da irrigação, pois neste caso o controle rigoroso da água aplicada permite o controle efetivo da aplicação dos produtos quimigação. Se a água já deve ser aplicada na dose certa em com excelente distribuição imagine a mesma com os importantes elementos químicos de fertilização ou de controle de doenças e pragas?
Neste sentido a IRRIGER® desenvolve um processo de conscientização entre seus mais de 200 clientes para ampliar o uso das técnicas de quimigação nos mais de 100.000 ha de áreas irrigadas por ela gerenciado no Brasil e no Sudão, pois a existência de um sistema de gestão completo da irrigação é um diferencial importante do ponto de vista de aplicação eficiente e segura da quimigação.
Alguns modelos de bombas dosadoras, e uma imagem do que é a dispersão de produtos no interior da tubulação no momento da injeção.
Distribuição desejada no interior da tubulação |
Bomba Hidráulica |
Bomba injetora eletromagnetica, alta precisão |
Bomba Elétrica, membrana ou pistão |
Bomba dosadora duplo pistão |
Os interessados em participar da 21ª edição do CONIRD (Congresso Nacional de Irrigação e Drenagem), que será realizado em Petrolina/PE, entre os dias 20 e 25 de novembro, já podem se inscrever pelo site da ABID (Associação Brasileira de Irrigação e Drenagem), www.abid.org.br. Durante o evento, serão realizadas palestras, oficinas e apresentados trabalhos técnicos e científicos sobre Agrometeorologia, Conservação de água e solo, Drenagem e Qualidade de água para Irrigação, Engenharia de Irrigação, Manejo da Irrigação e Culturas Irrigadas, Quimigação – Fertirrigação e Reuso de Água.
Assim como em anos anteriores, a Valmont estará presente neste que é um dos mais importantes eventos técnicos e científicos do setor de irrigação do Brasil.
Um dos mais novos produtos disponibilizados pela Valmont no Brasil para a gestão otimizada da irrigação das lavouras, o software Valley BaseStation2, está entre as novidades que serão apresentadas em Petrolina, durante o Conird. Exemplo da liderança tecnológica da empresa, o software permite monitorar e controlar equipamentos de irrigação, pivôs e estações remotas (bombas, auxiliares diversos, etc.) a partir de uma estação base via computador e rádio, como se o controlador estivesse no campo. Ou seja, os comandos e operações que normalmente seriam feitos do painel central localizado no campo, podem agora ser realizados do escritório ou residência, transmitidos via rádio.
Além da BaseStation2, outra novidade da empresa é o dispositivo VIP (Valley Irrigação de Precisão), recém lançado nos Estados Unidos, e que tem por objetivo aplicar a quantidade ideal de água em cada área do campo de acordo com a variabilidade dos solos.
Os investimentos constantes da Valmont em tecnologia, aplicados aos equipamentos Valley, garantem aos agricultores uma série de facilidades no momento de irrigar as lavouras, seja através do uso de pivot central, ou de equipamentos como lineares, corners e rebocáveis.
A Valmont, líder no mercado de irrigação, possui amplas opções de pivots centrais, disponíveis para se adaptar a áreas de todos os tamanhos, além de serem projetados para atender os clientes em suas diferentes necessidades. O mesmo acontece com equipamentos conhecidos como Corner, que fazem a irrigação em campos quadrados, retangulares ou de qualquer outro formato. Este tipo de equipamento é capaz de irrigar 7,8 hectares extras em um pivot de 400m de raio ou mais em um campo quadrado maior. A vantagem é que o Corner pode ser facilmente adaptado em unidades Valley já existentes, além de muitas outras marcas de outros fabricantes.
Já os lineares podem irrigar até 98% de áreas retangulares ou quadradas, irrigando de 4 a 800 hectares com inclinações de até 6%. A Valmont dispõe ainda de rebocáveis capazes de fazer a irrigação de mais de um campo e de diferentes tamanhos. Os diferenciais são o desenho de reboque rápido e fácil, bem como as opções de duas e quatro rodas, além da opção de reboque por sapata.
Procure um revendedor Valley mais próximo de sua propriedade e saiba qual equipamento é o mais indicado para aumentar a produção de sua lavoura! Acesse: www.valmont.com.br.
Você investiria R$1,5 milhão de reais para plantar 100 ha de batata sabendo que a lâmina do pivô responsável pela irrigação é muito desuniforme, falta pressão e consequentemente água em sua extremidade, a autonomia de lâmina do equipamento não será suficiente para suprir a demanda da cultura exatamente na fase mais crítica da mesma e todas as aplicações de fertilizantes e defensivos que forem feitas com este pivô gerarão excesso em algumas partes e déficit em outras, aumentando ainda mais a pressão dos patógenos? Muito provavelmente sua resposta foi: De jeito nenhum! Mas é exatamente isto que grande parte dos irrigantes do país têm feito, investindo milhões de reais em áreas irrigadas sem levar em conta a situação do equipamento no qual todo o retorno desse investimento está amarrado. Embora esta seja uma situação que se aproxima da irracionalidade, este é o cenário que encontramos em todas as regiões irrigantes do país, e não só em sistemas de aspersão, os gotejamentos também estão sendo sucateados, levando diversos produtores a saírem da atividade por falta de retorno, não sendo difícil encontrar situações de maiores produtividades na agricultura de sequeiro em detrimento a irrigada, um contra censo que só o mau uso do sistema pode explicar.
Qual a importância de calibrar meus equipamentos?
O ponto principal que deve ser levado em conta é a produtividade da cultura. Qualquer desequilíbrio na distribuição de água será refletido em produtividade e o valor desse prejuízo será infinitamente maior que o custo de manutenção deste equipamento. Se pensarmos que 30% da área não esteja recebendo a lâmina média, e esta é uma situação comum, em um pivô de 100 hectares de feijão, por exemplo, estamos falando em R$75.000,00 de investimento expostos a risco. Quando pensamos em produtividade, este número pode ser ainda maior.
Além da produtividade, existem prejuízos de difícil mensuração, mas que podem gerar valores muito elevados, como é o caso de fertilizantes e defensivos aplicados via água de irrigação. No caso de equipamentos descalibrados, toda a aplicação é colocada em xeque, podendo gerar perdas do produto aplicado e ainda aumentar os problemas fitossanitários, o que demandaria ainda mais aplicações.
Toda vez que o irrigante trabalha com equipamentos de baixa uniformidade, há aplicação de mais água do que a cultura necessitaria como forma de contornar essa desuniformidade, ou seja, para suprir os pontos que aplicam menos água, joga-se excesso nos pontos que estão dentro do esperado. Isto causa, além da elevação do custo de produção, já que se gasta mais energia do que o necessário, problemas de lixiviação de nutrientes em determinadas regiões da área irrigada podendo, inclusive, causar contaminação das águas subterrâneas.
Quais são os problemas mais freqüentes?
Analisando dados dos mais de 1100 pivôs monitorados por nossa equipe podemos destacar as seguintes situações:
- Falta de pressão no sistema: Principalmente em equipamentos mais antigos, onde já houve desgaste desde os rotores da bomba até os aspersores/gotejadores, passando pelas válvulas reguladoras de pressão e tubulações do sistema.
-Sobra de pressão no sistema: Situação encontrada normalmente em equipamentos novos, onde, ou por erro no levantamento planialtimétrico ou pela chamada “folga de projeto” o conjunto trabalha com mais pressão do que seria necessário para seu bom funcionamento, a custa de um consumo energético desnecessário que dói apenas no bolso do irrigante.
-Erros na listagem de bocais: Este é o problema mais comum, e ocorre ou por erro de projeto/redimensionamento, ou por desorganização ou “curiosidade” do pessoal da fazenda que, na ânsia de resolver tudo, acaba não se preocupando com a seqüência correta dos bocais. Tal erro pode gerar além de desuniformidade na aplicação, falta ou excesso de pressão no sistema, já que são os bocais os responsáveis pela vazão maior ou menor do equipamento.
- Desgaste no conjunto motobomba: Problemas com desgaste de rotores, buchas e anéis são muito comuns e a causa principal disto é, basicamente, a falta de manutenção preventiva. Recomenda-se uma revisão nas bombas a cada 3 anos, o que raramente ocorre no “mundo real”.
-Baixa autonomia de Lâmina: Muitos projetos não atendem a demanda hídrica das culturas nos meses mais críticos. Projetos mais antigos e aqueles muito “econômicos” são os mais suscetíveis a essa situação. O cliente aperta o vendedor que, para concretizar a venda, aperta o projeto, reduzindo sua lâmina. Felizmente os vendedores e, principalmente os produtores, estão começando a se atentar a isto.
Como saber se tenho problemas?
Os equipamentos e principalmente as culturas estão freqüentemente nos dando alguns sinais, mas antes de percebermos isto, é importante fazermos uma análise de alguns pontos. Se não reviso meu sistema motobomba há mais de 3 anos, é provável que já tenha algum indício de problema. Se meus kits de aspersão já têm mais de 5000 horas de uso, sua eficiência já não é confiável. Se não faço uma limpeza do gotejo há mais de 1 ano, está na hora de me preocupar. Portanto, se já foi detectado algum destes deslizes, é imprescindível fazer um diagnóstico do equipamento o quanto antes.
Voltando aos sinais que os equipamentos e culturas nos dão, temos uma situação típica que é o mau desenvolvimento da cultura no ponto mais alto do terreno em contrapartida a um alto vigor na região mais baixa. Este é um sintoma típico de falta de pressão no sistema, que pode ter origem tanto no desgaste das válvulas reguladoras, como no desgaste dos rotores das bombas além de um mau dimensionamento do sistema. Em pivôs que possuem canhão na extremidade, esta é uma situação comum, já que a maioria destes canhões não possui regulador de pressão e liberam mais água na parte baixa, podendo algumas vezes até “desarmar” o motor, devido ao grande aumento de vazão que consome mais energia do que o motor pode oferecer.
Os famosos anéis (Figura 1), também são sinais gritantes da má distribuição de lâmina. Neste caso formam-se círculos no sentido do perímetro do pivô, onde a cultura se desenvolve menos ou mais do que o restante da área, mostrando que naquele ponto a aplicação de água está sendo deficitária ou em excesso em relação à lâmina média aplicada.
Figura 1: Formação de “Anéis” na fase inicial do milho.
Embora estes sinais sejam fáceis de serem percebidos, quando eles ocorrem, já geraram prejuízos. Portanto o ideal é que se contrate uma equipe especializada, para checar o equipamento anualmente.
CUC de 85% é bom?
Este é o conceito que muitos Irrigantes e até mesmo Técnicos têm, mas antes de condenar ou aprovar um equipamento por este número, precisamos entender o que é CUC e como ele é calculado. CUC é a sigla para Coeficiente de Uniformidade de Christiansen, e é uma das formas de avaliação da uniformidade da aplicação de água. A forma de cálculo é basicamente um desvio padrão da média, que nos indica qual a percentagem de área está recendo a lâmina média ou maior, ou seja, dentro dos 85% de área que recebem, pelo menos, a lâmina média, poderão estar ocorrendo diversos pontos de excesso e nos 15% restantes poderão estar havendo severos déficits. Para corrigir está distorção, é importante verificarmos não só o valor do CUC, mas também a distribuição de lâmina ao longo do raio do Pivô ou das linhas de gotejo, podendo assim detectar alguma fonte pontual de erro. O Gráfico 1 ilustra bem uma situação onde o valor não corresponde à realidade. O valor do CUC está em 87,6% porém verificamos diversas regiões com problemas tanto de excesso (círculos azuis) quanto de déficit (círculos vermelhos), e que devem ser corrigidos pontualmente, sob a pena de causarem grandes perdas na cultura. Neste caso, uma análise simples do valor do CUC, induziria um analista desatendo a um grande erro.
Gráfico 1 – Distribuição da lâmina ao longo do raio de um Pivô Central.
O que fazer para garantir a qualidade da Irrigação?
A primeira atitude a se tomar é acabar com as “Gambiarras” dos equipamentos. Hoje temos no Brasil o que há de melhor em tecnologia de irrigação, são milhares de cálculos até se conseguir um aspersor eficiente ou uma válvula reguladora que realmente cumpra sua função. Tentar “melhorar” o sistema com um arame, retirando o “miolo” das válvulas ou ainda substituindo os defletores por parafusos certamente não lhe trará grandes lucros. A Figura 2 mostra algumas destas “obras-primas” da engenharia e caso alguma lhe seja familiar, é hora de revisar seus equipamentos.
Figura 2: “Gambiarras”: um mal desnecessário.
Outro ponto importante, e que é de responsabilidade da fazenda, é garantir que não haja entupimentos durante a aplicação. Em algumas áreas onde a captação é feita diretamente no curso de água, águas com altos teores de Ferro ou Cálcio e ainda adutoras muito antigas, o desentupimento deve se tornar uma rotina e, embora haja muita resistência do pessoal de campo, tenha certeza que é imprescindível. Apenas uma conta rápida: um “anel” na última torre de um pivô de 100 ha, corresponde a aproximadamente 0,6 ha, se pensarmos que estamos plantando feijão, e que na área do “anel” produziremos apenas a metade, para uma produtividade de 50 sc/ha, o prejuízo seria da ordem de R$2.200,00, ou seja, quase dois meses de salário de um funcionário em apenas um “anel”.
Felizmente, em todas as regiões irrigadas do país, os produtores têm acesso a empresas especializadas em engenharia de irrigação. Em média, o mercado tem R$3,50/metro linear do raio irrigado para se fazer um diagnóstico completo, seguido do redimensionamento. Em um pivô de 100 hectares o custo desse serviço ficaria em torno de R$2.000,00. Caso fosse necessária a troca do kit de aspersão (Válvulas, corpo do aspersor, aspersor e defletores) o custo ficaria em torno de R$5.500,00. Resumindo, com R$ 75,00/ha se evitariam grandes transtornos, tornando o investimento na cultura algo muito mais seguro. Escolha uma empresa com experiência e, principalmente, referência na região, pois apesar de ser um serviço relativamente barato, exige muita responsabilidade e competência de quem o executa.
Figura 3 – Lâmina com uniformidade de 92%, uma meta que pode ser alcançada.
Embora o início do artigo tenha tido um ar de agressividade para com os irrigantes, na verdade não são eles os únicos responsáveis pela triste situação atual dos equipamentos de nosso País. Grande parte da culpa está em nós, Técnicos ligados à irrigação, que muitas vezes esperam os produtores detectarem algo que não é de sua alçada para, a partir daí, buscar a solução, ou seja, falta pró-atividade de muitos profissionais em apontar os problemas e mostrar, com números, que é altamente viável a manutenção periódica dos equipamentos. Hoje, com mais de 1100 pivôs diagnosticados e aproximadamente 1000 redimensionados, temos a certeza de que, quando os números aparecem, os irrigantes são os primeiros a buscar uma resolução rápida para seus problemas. Produtor, busque números, se convença das necessidades e seja muito mais eficiente e lucrativo em sua atividade, no final, o grande beneficiado será você.
André Luis Piovan Boncompani
Engenheiro Agrônomo
Gerente Irriger – Triângulo/São Paulo















