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Apesar de a cultura do algodoeiro ser cultivada na grande maioria dos casos sem o uso da irrigação, há um grande aumento de áreas irrigadas nas últimas safras principalmente pelo fato do grande sucesso do mercado para esta cultura, aumentando o volume em área plantada a cada safra. Com o uso da irrigação o produtor aumenta a sua janela de plantio otimizando vários insumos como máquinas e mão-de-obra ao longo de todo o ciclo, além da maior segurança na condução da lavoura podendo evitar eventuais déficits hídricos. A expectativa para a região do oeste baiano é um crescimento de ao menos 35 % em área para a safra 2010/2011.
A irrigação no algodoeiro basicamente é realizada por sistema de pivô central. São equipamentos de alta tecnologia com eficiência de irrigação de aproximadamente 90 %, mas infelizmente na maioria dos casos, sem um bom manejo de água, o que prejudica tanto a cultura como o meio ambiente utilizando um bem natural escasso de forma equivocada.
O manejo de água no algodão deve ser realizado de forma bastante criteriosa, já que os excessos de irrigações são altamente prejudiciais à cultura provocando apodrecimento das maçãs e alto crescimento vegetativo, enquanto que elevados déficits hídricos dependendo da fase e carga da planta pode provocar paralisação de crescimento e abortamento de botões florais.
O trabalho de gerenciamento de irrigação para a cultura do algodão tem como objetivo principal acompanhar os níveis de déficits hídricos ao longo da condução da cultura, considerando os parâmetros físico-hídricos dos solos, a necessidade hídrica diária da cultura baseando nos aspectos fenológicos juntamente com o acompanhamento do clima, nas diversas regiões de cultivo da cultura.
O sistema Irriger de Gerenciamento de Irrigação no algodão
O sistema Irriger de gerenciamento de irrigação, com base em vários testes de campo e áreas comerciais monitoradas em diversos estados brasileiros, recomenda como estratégia de irrigação para a cultura do algodão, a irrigação com déficit hídrico monitorado diariamente, baseando-se numa redução de 25 % da evapotranspiração da cultura (Etpc). Para alcançar os valores de redução da Etpc desejável durante todo o ciclo do algodão, em cada fase da cultura é traçado um plano de trabalho diferente de acordo com a necessidade hídrica da planta e o interesse do produtor.
Do plantio da cultura até sua emergência é recomendado o uso de irrigações frequentes e leves para garantir excelente stand de plantas. Da emergência até os 50-60 dias a Irriger monitora diariamente o déficit hídrico da cultura permitindo alcançar certo nível de estresse hídrico sem prejudicar a mesma, mas forçando que o investimento na formação do seu sistema radicular durante este período e não apenas no crescimento vegetativo.
Da floração até o início de abertura dos capulhos é a fase onde cultura está mais sensível tanto ao déficit hídrico quanto aos excessos. Nesta fase vários eventos acontecem ao mesmo tempo nesta planta, necessitando de grande atenção na sua condução. Durante este período a Irriger trabalha com um nível de déficit hídrico um pouco menor que o utilizado na fase vegetativa citada anteriormente, mas nunca permitindo que a umidade do solo chegue à capacidade de campo, realizando irrigações menores e com um menor turno de rega.
Com a abertura dos capulhos já na fase de maturação da cultura o uso abusivo da irrigação torna-se altamente prejudicial à qualidade final da fibra causando ainda perda de produtividade. Portanto, a cultura do algodoeiro é altamente exigente quanto à realização de um balanço hídrico correto, a se desenvolver com déficit hídrico controlado de modo a economizar água e energia, garantindo altos níveis de produtividade e boa qualidade de fibra. Para tanto, é necessário ter um acompanhamento diário com um bom programa de gerenciamento de irrigação incluindo: estudo físico-hídrico do solo, adequação de eficiência de operação dos equipamentos, monitoramento climático, configuração do uso de água da cultura e visão técnica em nível de campo.
Manejo de água para o algodão adensado
Apesar de ser uma tecnologia relativamente nova na condução da cultura, já existem bastantes informações sobre esta nova visão de condução da lavoura. Assim como vários insumos que tem seu uso reduzido, adubo, defensivos, ciclo da cultura menor, a água também deve ser controlada e reduzida para evitar ao máximo o crescimento vegetativo da planta, o que prejudica sua colheita.
Na safra 2009/2010 a Irriger também monitorou com grande sucesso áreas de adensado realizando todo o seu balanço hídrico e reduzindo em aproximadamente 25 % o uso de água quando comparado com o sistema convencional.
Considerações Finais
Na região do oeste baiano, enquanto vários produtores que realizam suas irrigações sem grandes critérios fechando o ciclo da cultura com aproximadamente 300 mm de irrigação complementando as precipitações ocorridas, as fazendas acompanhadas pela Irriger fecham o ciclo com aproximadamente 120 mm, fato este já observado desde 2005. Esses produtores não economizam apenas água, mas também energia e reduz o apodrecimento de maçãs que prejudica a produtividade final da cultura.
A Irriger dispõe de vários consultores em diversas regiões que cultivam a cultura, destacando os escritórios de Luís Eduardo Magalhães-Ba, Patrocínio-MG, Paracatu-MG, Unaí-MG e Goiânia-GO, com um vasto leque de informações sobre as diferentes áreas realizando sempre a troca de informações entre as diferentes regiões com o intuito de funcionar não apenas como uma consultora na agricultura irrigada, mas sim como parceira dos irrigantes que trabalham conosco.
Eugênio Nunes Teixeira
Eng. Agrônomo M. Sc. Irrigação
*Artigo cedido pela equipe do Irriger
Com o objetivo de estar cada vez mais próxima dos agricultores, a fim de apresentar as mais recentes novidades do setor de irrigação, a Valmont estará presente em um dos mais importantes eventos sobre a cultura do algodão: o 8º Congresso Brasileiro do Algodão e a Cotton Expo 2011, que serão realizados em São Paulo/SP, entre hoje (19/09) e a próxima quinta-feira.
Noestande da empresa, será apresentada a linha de produtos: Pivot Central, Sistemas Lineares e Rebocáveis, com ênfase para os sistemas de gerenciamento e controle da irrigação, como o BaseStation2, um dos mais novos produtos disponibilizados pela Valmont no Brasil para a gestão otimizada da irrigação das lavouras.
Exemplo da liderança tecnológica da empresa, o software permite monitorar e controlar equipamentos de irrigação, pivôs e estações remotas (bombas, auxiliares diversos, etc.) a partir de uma estação base via computador e rádio, como se o controlador estivesse no campo. Ou seja, os comandos e operações que normalmente seriam feitos do painel central localizado no campo, podem agora ser realizados do escritório ou residência, transmitidos via rádio.
O Valley BaseStation2 otimiza o trabalho na propriedade de forma significativa, uma vez que reduz o número de viagens ao campo para verificação e acionamento de equipamentos. A utilização do software também garante maior agilidade na supervisão da irrigação e economia na conta de energia elétrica.
A Valmont vem aperfeiçoando sua liderança tecnológica através da melhoria contínua dos sistemas de aplicação de água, além de fornecer suporte e treinamento aos produtores para que a gestão da irrigação se torne cada vez mais prática e simples. “Em muitas regiões, o algodão é uma das principais culturas e muitos produtores são nossos clientes, pois sem a irrigação os níveis de produtividade e qualidade não seriam possíveis. Nossa participação neste evento possibilita estarmos perto dos produtores para atendê-los nas suas necessidades de novos projetos e mostrar nossas novidades”, finaliza o Engenheiro Agrícola, Marcus Schmidt, que representará a empresa nos eventos.
Mais informações: http://www.cba2011sp.com.br/
No Brasil, o crescimento da irrigação em lavouras como soja e algodão vem ganhando cada vez mais espaço. Isso porque, além de garantir estabilidade na produção, evitando os graves prejuízos causados pela seca como em anos anteriores, a irrigação ainda possibilita excelentes ganhos de produtividade. No caso do algodão, com o uso de irrigação, a produção pode ser triplicada quando comparada a produção em sequeiro.
E segundo estudo da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado na última terça-feira (09/08/11), serão justamente a soja e algodão as culturas que terão o melhor desempenho da história na safra 2010/2011, que deve alcançar 161,5 milhões de toneladas.
De acordo com a Conab, a área cultivada aumentou 4,7%, atingindo 49,6 milhões de hectares (ha), ou seja, 2,2 milhões de ha a mais que em 2009/10, quando chegou a 47,4 milhões de ha.
A produção terá aumento de 8,2%, ou cerca de 12,3 milhões de toneladas a mais que a safra passada, quando chegou a 149,2 milhões de toneladas. Já em relação ao último levantamento, realizado em julho, a produção baixou 0,3%, ou o equivalente a 516 mil toneladas. Soja, milho, algodão, feijão e arroz tiveram ampliação de área e foram os principais responsáveis pelo crescimento da safra, ao lado da boa influência do clima no desenvolvimento das plantas.
O aumento de área da soja foi de 3%, em relação ao ano passado. Saiu dos 23,47 milhões de hectares para 24,17 milhões de ha, enquanto a produção cresceu 9,6%, subindo para 75,3 milhões de toneladas. A colheita está encerrada.
Já a produção de milho deve atingir 56,34 milhões de toneladas e a área total semeada deve chegar a 13,69 milhões de ha. O milho 2ª safra deve ter uma área de 5,86 milhões de ha – aumento de 11,1% -, com a produção de 20,51 milhões de toneladas. A queda de 1,2 milhão de toneladas do grão “safrinha” em relação ao último levantamento (21,7 milhões de toneladas) se deve à ocorrência de geada em fins de junho, que prejudicou a lavoura nos estados de São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul.
O crescimento da área algodão é de 67,5%, chegando a 1,4 milhão de ha. A produção deve ser de 1,95 milhão de toneladas de pluma. Em relação ao último levantamento (2 mi t), há previsão de queda, devido à antecipação do período de estiagem, principalmente na região Centro-Oeste.
A área de feijão deve crescer 7,5%, chegando a 3,88 milhões de hectares. A produção eleva-se em 12,5% e deve alcançar 3,74 milhões de toneladas. A área da 1ª safra é de 1,42 milhão de ha, enquanto a da 2ª safra deve atingir 1,71 milhão de ha. Já para o feijão 3ª safra, ainda a colher, a área chega a 749,50 mil ha, com uma produção de 660 mil toneladas. Já a área de arroz elevou-se em 4,1%, devendo chegar a 2,88 milhões de ha, e a produção aumentou em 17,8%, elevando-se para 13,73 milhões de toneladas.
O trigo deve perder 3,2% da área, chegando a 2,1 milhões de ha, enquanto a produção deve ser de 5,28 milhões de toneladas. A queda na produtividade se deve à ocorrência de geada que atingiu parte da lavoura em estágio vulnerável, nos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
A pesquisa em campo foi realizada pelos técnicos da companhia, no período de 18 a 22 de julho. Foram visitados os representantes de cooperativas e sindicatos rurais, de órgãos públicos e privados, nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, além de parte da região Norte.
Se você deseja obter mais informações sobre agricultura irrigada, acesse o site da Valmont: www.pivotvalley.com.br.
Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento




