Confira entrevista com o diretor da Valmont, Marcelo B. Lopes, sobre agricultura irrigada. A matéria foi publicada na edição de Fevereiro/2012 da Revista Agro/SA.

 

 

 

 

 

 


 

Finalizado na última sexta-feira (10/02), o Show Rural Coopavel, promovido em Cascavel/PR, contou pela primeira vez com a participação da Valmont, empresa líder no mercado de irrigação no Brasil.

A presença da empresa na feira foi importante para apresentar as mais recentes novidades e tecnologias da marca Valley aos produtores da região Sul do País, durante este evento agropecuário, voltado para a difusão de tecnologias voltadas ao aumento de produtividade de pequenas, médias e grandes propriedades rurais.

No estande da Valmont, os visitantes foram recebidos pelo representante do setor de vendas, Felipe Peres de Oliveira e pelo representante da revenda TM Bergamaschi / Unimaq Maq. Agricolas, Cláudio Furukawa. Além de conhecerem as mais modernas tecnologias na área de irrigação, os produtores que passaram pelo local também obtiveram informações sobre a viabilidade do investimento a partir da aquisição dos produtos Valley.

 

 

Confira apresentação feita no mês de janeiro de 2012, pelo Vice-Presidente da CSEI/ABIMAQ , Marcelo Borges Lopes, à equipe do BNDES.  Acesse o link:

 

http://www.slideshare.net/ValmontValley/apresentao-bndes-jan2012-abertura-e-conceituao-irrigao-de-marchi

Marcelo Borges Lopes*

 

O contínuo crescimento da população mundial e a melhoria de qualidade das dietas estão demandando do setor produtivo cada vez mais alimentos. A revolução verde, que garantiu o suprimento de alimentos para uma crescente população mundial, já não é mais suficiente.

A agricultura agora é desafiada a duplicar a produção para alimentar nove bilhões de pessoas em algumas décadas, o que nos impõe a necessidade de iniciar uma segunda revolução verde com desafios ainda maiores: duplicar a produção de alimentos através de uma agricultura sustentável. A revolução verde foi fruto do desenvolvimento de técnicas de cultivo, sementes, adubos e defensivos que permitiu um grande crescimento da produtividade agrícola. A partir de agora, a produtividade apenas não basta, é preciso buscar a sustentabilidade de uma produção agrícola muito maior que a atual.

O efeito estufa e as consequentes mudanças climáticas em escala global são realidades incontestes. É preciso agir rápido e consistentemente para entender melhor os seus efeitos sobre a agricultura atual e mitigá-los. Da mesma forma, a escassez de água em determinadas regiões do mundo (e do nosso país) nos mostram a dimensão do problema e confirmam a possibilidade de exaurirmos esse recurso natural fundamental para nossa existência.

A agricultura irrigada é uma das soluções para isso. Ao intensificar o uso do solo diminui-se a necessidade de novas áreas de cultivo para aumentar a produção agrícola. De maneira geral, a agricultura irrigada é pouco mais de três vezes mais produtiva que a agricultura de sequeiro. No entanto, em atividades como a produção leiteira, a irrigação aumenta a produtividade em mais de 12 vezes. Precisamos lembrar que no Brasil temos 200 milhões de hectares de pastagens. Com o uso mais intensivo dessa área, além do acréscimo de produção, também teríamos liberação de novas áreas para a expansão das culturas – inclusive as energéticas. Sem necessidade de desflorestamento.

Especialmente no cerrado, a agricultura irrigada favorece o uso do plantio direto. Essa técnica conservacionista é uma importante mitigadora de emissão de gases do efeito estufa. Estudos recentes mostram que a quantidade de carbono no solo é muito superior à da atmosfera. Com isso, ao evitar o revolvimento do solo, o plantio direto mantém esse carbono no solo, ao contrário do cultivo tradicional onde os solos são lavrados. A irrigação viabiliza as culturas de inverno melhorando a cobertura do solo. Por esses motivos o setor busca agora a inclusão da agricultura irrigada no programa Agricultura de Baixo Carbono do Ministério da Agricultura e Abastecimento.

Além da eficiência em relação ao uso do solo, a agricultura irrigada também deve ser analisada quanto a sua eficiência no uso da água. A atividade é responsável por 70% do volume de água retirado dos mananciais no Brasil, segundo o Relatório Conjuntura dos Recursos Hídricos publicado pela Agência Nacional de Águas (ANA). A mesma fonte mostra que a água é subutilizada na imensa maioria do território nacional. Temos um potencial de quase 30 milhões de hectares irrigáveis, considerando a adequação dos solos e a disponibilidade de recursos hídricos – hoje usamos apenas 15% disso.

O controle da umidade do solo na agricultura irrigada permite o uso das áreas ao longo de todo o ano (no cerrado são cinco colheitas em dois anos). Além disso, reduz sensivelmente o risco da atividade agrícola e, principalmente, permite o cultivo de produtos de alto valor agregado. Pouco mais de 5% da área cultivada no Brasil é irrigada, mas o valor da produção é 35% do total – uma produtividade sete vezes maior. Atrelado a esse brutal aumento da produtividade vem o incremento de renda, geração de empregos e impostos, além da segurança alimentar. Estudos mostram que, nas últimas décadas, o crescimento do IDH em municípios do Nordeste onde a agricultura irrigada é forte foi muito superior à média da região.

Os benefícios da agricultura irrigada são inegáveis, assim como seu impacto ambiental. Partindo do princípio que toda atividade humana gera impacto ambiental a questão é pesar os prós e os contras de cada uma delas. Não é aceitável que o crescimento econômico e social aconteça à custa da degradação ambiental, esse é o princípio da sustentabilidade. Mas também não seria sustentável a preservação ambiental ser motivo de estagnação econômica e falta de desenvolvimento social.

 

Eis o enorme desafio que temos pela frente.

 

 

 

 

 

* Diretor-Presidente da Valmont Indústria e Comércio e Vice-Presidente da Câmara Setorial de Equipamentos de Irrigação da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos.

Balanço da Conab estima crescimento na lavoura de milho baseado principalmente no ganho tecnológico.

  Brasília (09/02/2012) -A produção nacional de grãos da safra 2011/12 deve ficar em 157 milhões de toneladas, uma redução de 3,5% ou 5,770 milhões de toneladas (t), se comparada ao período anterior, quando alcançou 162,958 milhões (t). Os números são do quinto levantamento realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), vinculada do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), e divulgado nesta quinta-feira, 9 de fevereiro, em Brasília.

Em comparação com o quarto levantamento, realizado no mês passado, houve um decréscimo de 0,88% ou menos 1,379 milhão de toneladas. A queda é atribuída a fatores climáticos adversos, como a seca que atingiu principalmente a região Sul do país.

As culturas de maior peso na produção – milho e soja – chegam a 83% de toda a safra, com um volume de 130,059 milhões de toneladas. O milho deve crescer 6%, considerando a safra total, estimada em 60,831 milhões (t). Para a segunda safra de milho, a estimativa é de 25,786 milhões de toneladas, 20% maior que o colhido no período passado que registrou 21,288 milhões de toneladas.  A produtividade deve chegar a 13,854 quilos/hectares, com crescimento de 5,7%, baseado principalmente no ganho tecnológico. A soja deve cair 8,1% ficando em 69,229 milhões de toneladas.

Área – A área cultivada na safra 2011/12 está projetada em 50,661 milhões de hectares, com um crescimento de 3,3% sobre os 49,919 milhões de hectares da última safra. Isto representa aumento de 1,630 milhão de hectares. A ampliação se deve ao milho primeira safra (9%), segunda safra (13%) e à soja (2,4%).

Por outro lado, o arroz teve redução de área, devendo perder 257,6 mil hectares ou 9,1% em relação ao cultivo anterior, quando chegou a 2,820 milhões de hectares. A queda maior atinge o Rio Grande do Sul, que deixa de cultivar 118,6 mil hectares.

O feijão primeira safra também teve queda. Em relação ao cultivo anterior de 1,420 milhão de hectares, houve uma redução de 149,9 mil hectares. O maior produtor nacional, o Paraná, deixou de cultivar 98,1 mil hectares em comparação à safra anterior, quando semeou 344,1 mil hectares. O feijão segunda safra começou a ser semeado no fim de janeiro.

No caso da região Nordeste, o quinto levantamento considerou apenas o oeste da Bahia, o sul do Maranhão e sul do Piauí. E para a região Norte, foram considerados somente os estados do Tocantins e de Rondônia. As demais regiões mantiveram as áreas da safra anterior, uma vez que o plantio só é feito após o início das chuvas.

A pesquisa foi realizada por cerca de 60 técnicos, entre os dias 16 e 20 de janeiro, após visita a órgãos públicos e privados ligados à produção agrícola nos estados produtores.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do Mapa

 

 

 

 

   Presidente da Valmont, Marcelo Borges Lopes, fala sobre os problemas que impedem o avanço da agricultura irrigada no país.

 

Acesse o link e leia a reportagem na íntegra: http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=85808

 

A irrigação liderou o ranking de outorgas da ANA (Agência Nacional de Águas) durante o ano de 2011. Segundo informações do próprio órgão, foram regularizados entre os meses de janeiro e dezembro de 2011, um total de  1.358 usuários, entre os quais 1.103 outorgados por meio de resoluções específicas e 221 regularizados com dispensa de outorga de direito pelo uso da água, por se tratarem de usos considerados insignificantes, conforme definido na Lei 9.433/97.

Do total de usuários outorgados, as finalidades mais demandadas foram: irrigação (525), indústria (151), mineração (141), abastecimento público (120) e aquicultura (77).

Os números mostram que os agricultores estão conscientes em relação à necessidade de adequação e regularização ambiental.

Fonte: Boletim ANA

            Produtores que irrigam com pivô conseguem obter altos rendimentos

 

Postado em 26 de Janeiro de  2012                    Por: Correio do Povo

 

 

Enquanto produtores de milho amargam perda de até 68% nesta safra devido à seca, agricultores que investiram em sistemas de irrigação devem ser compensados pela valorização dos preços e das altas produtividades. Um desses visionários é o agricultor Valdinei Donato, de São Luiz Gonzaga.

Os prejuízos após quebras consecutivas o levaram a apostar na irrigação. Passados 12 anos desde que adquiriu o primeiro pivô, ele não se arrepende de nenhum centavo gasto para proteger os 400 ha de milho e os 200 ha dos 1,1 mil ha de soja da seca. Em plena estiagem, comemora produtividade de 205 sacas/ha, um incremento de 2,5% em relação ao ciclo passado e alta de 20% nas primeiras sacas vendidas por R$ 30,00.

No entanto, esse é um luxo para poucos. Conforme a Comissão de Irrigação da Farsul, apenas 1% da área cultivada no Estado com feijão, milho, soja e trigo possui pivô central, o que corresponde a 70 mil hectares. De acordo com o coordenador da Comissão de Irrigação da Farsul, João Augusto Telles, o equipamento é o preferido nas lavouras gaúchas por ser mais prático e reduzir a mão de obra, além de estar entre os métodos mais acessíveis, com custo médio de R$ 5 mil/ha.


 

 

 

A partir do dia 06 de fevereiro, a Valmont, empresa líder no mercado de irrigação no Brasil, estará presente em um dos mais importantes eventos do Agronegócio no país: o Show Rural Coopavel, promovido em Cascavel/PR. Esta será a primeira participação da Valmont no evento e as expectativas são positivas.

No estande da Valmont, os visitantes poderão conhecer as principais tecnologias da marca Valley desenvolvidas pela empresa, que busca aliar a viabilidade econômica do investimento aos resultados práticos no campo através da produtividade proporcionada pelo uso constante da Irrigação de Precisão, automação, controle, sistemas de transmissão e ainda o suporte especializado oferecido pela empresa em todo o país.

Além das mais modernas opções de pivots para irrigação, no estande da Valmont os visitantes do evento poderão conhecer o VRI (Valley Irrigação de Precisão),equipamento que garante a aplicação precisa da irrigação para a produção uniforme da lavoura, através de modernos dispositivos como sprays de baixa pressão, sprays rotativos de baixa pressão e ainda reguladores.

AValmont também apresentará sua mais recente tecnologia na área de automação, o software Base Station2, que facilita a vida do produtor rural e gestores de irrigação, ao permitir o monitoramento e controle de equipamentos como pivots e estações remotas (bombas, auxiliares diversos) a partir de uma estação Base, via computador e rádio. Dessa forma, é possível realizar do próprio escritório ou residência todos os procedimentos e operações que deveriam ser feitos no painel central do Pivot.

Outra tecnologia de vanguarda da Valley apresentada na feira será o Painel de Controle Valley Touch PRO. Além dele, também serãoapresentados os benefícios da linha de painéis de controle da Valley, com destaque para o Painel de Controle cams Select e o Painel de controle ValleyStandard. Toda esta linha moderna de painéis permite aos produtores controlar a lâmina aplicada e o movimento do equipamento, ao mesmo tempo que é possível manusear a aplicação de produtos químicos através da unidade de irrigação.

 

Para mais informações, visite o site oficial do evento:

 www.showrural.com.br

 

  Projeto tem meta audaciosa de triplicar a área de lavouras irrigadas no Rio Grande do Sul até o final de 2014

Por Cleide Pereira

O governador Tarso Genro recebe hoje o projeto do novo Programa Estadual de Expansão da Irrigação de áreas de Sequeiro, que pretende triplicar até o final de 2014 a área irrigada por aspersão, sulco ou gotejamento no Rio Grande do Sul. Elaborado por um grupo de trabalho formado por dezenas de órgãos públicos, incluindo as secretarias da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Fazenda, o plano prevê aumentar em 50% a área irrigada de 100 mil hectares do RS já neste ano.

Com expectativa de lançamento na próxima segunda-feira  durante a interiorização do governo em Santa Rosa, o projeto vem sendo elaborado desde novembro pela Seapa. De acordo com o secretário da Agricultura em exercício, Cláudio Fioreze, para que a iniciativa deslanche, será preciso dar assistência técnica, oferecer  incentivo financeiro e conscientizar os produtores na importância de investir na irrigação. Por isso, está em análise a possibilidade de o Estado bancar, em média, dois pontos percentuais dos juros das linhas de investimento do Pronaf (2% ao ano), Pronamp ( 6,25% a.a). Ao mesmo tempo será pleiteado junto ao governo federal a criação de uma nova linha para este fim com taxas mais acessíveis para médios e grandes produtores, além do aumento em 50% do teto para a agricultura familiar que hoje é R$ 130 mil. “Nas ultimas seis safras a União desembolsou R$ 974 milhões com seguro agrícola”, ponderou. Conforme Fioreze, ao dar condições para que o agricultor possa ter produção, o Estado sai ganhando a médio prazo. “Com a importação de 1,5 milhões a 2 milhões de toneladas de milho por ano, deixamos de arrecadar R$ 100 milhões de ICMS”, alegou.

Apesar de conhecer a importância do programa, lideranças do campo consideram  a meta inatingível no curto prazo. “Levamos 15 anos para conseguir irrigar 70 mil ha ”, lembrou o coordenador da Comissão de Irrigação da Farsul, João Telles. Conforme ele, o governo precisa, antes, resolver dois gargalos: energia elétrica e licenciamento ambiental. “O plano só terá sucesso se for para 20 anos, independente de quem esteja no governo” avalia o presidente da Apromilho , Cláudio Jesus. Além do alto custo dos equipamentos, outro empecilho é a questão cultural: “Se chove, está bom, se não chove, Deus é o culpado”. Para os pequenos, a adesão é inviável diante do custo de produção para irrigar entre cinco e dez ha.  “Precisamos de pequenos sistemas sustentáveis e de custo inferior”, avalia o assessor da Fetag, Airton Hochescheid.

 

  Programa prevê licença ambiental automática

Para driblar um dos principais entraves para a expansão de projetos no RS, o novo Programa Estadual de Irrigação terá licenciamento ambiental automático. Com isso os produtores que aderirem, evitarão a fila de 7,7 mil processos represados no Departamento de Recursos Hídricos para obter a outorga do uso da água, o que, atualmente, pode demorar até dois anos. Pelo plano traçado para incentivar a irrigação no Estado, o produtor precisará apenas elaborar o projeto, fazer um cadastro on-line no site da Secretária do Meio Ambiente e solicitar uma avaliação da disponibilidade de água da propriedade. Esse levantamento poderá ser feito por técnico contratado ou extensionista da Emater. Com tudo pronto, o agricultor receberá a documentação necessária para obter o financiamento junto aos agentes financeiros.  A resolução já foi finalizada e aguarda apenas o aval do governador Tarso Genro para ser publicada.

 

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